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Riquelme pode acertar retorno ao Boca em reunião nesta sexta-feira

Buenos Aires (Argentina)

Após o rebaixamento do Palmeiras no Campeonato Brasileiro, Arnaldo Tirone criou a expectativa de trazer um grande nome em seus últimos meses como presidente do clube. Mas este astro pode não ser Riquelme. O meia tem reunião marcada com o mandatário do Boca Juniors na manhã desta sexta-feira e a expectativa é que, enfim, acerte sua volta ao clube.

O encontro foi marcado em telefonema dado pelo empresário do ídolo na Bombonera, Daniel Bolotnicoff, ao presidente do Boca, Daniel Angelici. O jogador estará presente na conversa e o mais provável é que resolva os últimos detalhes para se apresentar com o elenco para a pré-temporada, que começa no sábado.

A imprensa argentina considera como quase certa a volta de Riquelme, que tem contrato até junho de 2014 com o Boca, mas o vínculo está suspenso desde 4 de julho, data de sua última partida – anunciou que sairia do clube horas antes de perder para o Corinthians na final da Libertadores e não foi para o Cruzeiro dias depois porque Angelici não assinou sua liberação a tempo.

Em relação ao Palmeiras, a sensação de quem está ao lado do jogador é de frustração. De acordo com o que o irmão do meia, Cristian Riquelme, disse à Gazeta Esportiva.net, o vice-presidente Roberto Frizzo e o gerente de futebol César Sampaio se reuniram com representantes do astro em Buenos Aires sem ao menos fazer uma proposta salarial. Os rumores de que seria caro ao Verdão o afastaram ainda mais.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Meia se encontrará com o presidente do Boca e a expectativa é de que já participe da pré-temporada neste sábado
O Palmeiras pode sair derrotado na briga por Riquelme também por estar com suas mãos atadas. Devido à dívida que aumentou nos dois anos de Tirone na presidência, o Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do clube, com conivência do Conselho Deliberativo e do próprio mandatário, ganhou poder de até vetar contratações até as eleições no dia 21. Dificilmente a chegada do camisa 10 do Boca seria aprovada.

Já na Bombonera o quadro foi se tornando cada vez mais favorável à volta do jogador que virou até estátua no estádio e é idolatrado pela torcida por suas atuações nas conquistas das Libertadores de 2000, 2001 e 2007 e na Copa Intercontinental de Clubes de 2000. O técnico Carlos Bianchi, considerado pelo meia um “segundo pai”, voltou ao clube e reaproximou o atleta do presidente Angelici – além de ter atrapalhado na ida ao Cruzeiro, o dirigente foi criticado publicamente por Riquelme ao proibir que ele mostrasse para a torcida a taça que recebeu em homenagem do Troféu Mesa Redonda, da TV Gazeta.

Na semana passada, Bianchi abriu as portas de sua casa para promover uma primeira reunião entre Riquelme e Angelici. O meia pediu a extensão de seu contrato até dezembro de 2015. O presidente recusou e tratou de lavar as mãos no caso, com dirigentes dizendo que Riquelme teria que se explicar à torcida se não voltasse. Angelici, contudo, retorna a Buenos Aires de férias nesta sexta-feira para selar o seu desejo, o de Bianchi e o da torcida: a camisa 10 do Boca deve voltar a ter seu dono.

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