Russo, árabe, chinês. O zagueiro Moisés Moura teve que enfrentar várias barreiras linguísticas em sua carreira no futebol. Apresentado na Portuguesa nesta quinta-feira, o jogador está de volta à terra natal e, pela primeira vez após cinco anos no exterior, terá que passar por uma readaptação meramente esportiva ao invés de se adaptar a uma cultura inteiramente nova.
“Acho que não vou ter problemas para me adaptar porque já passei por países diferentes me adaptando muito rápido. O treinamento pra mim já deve ser suficiente para pegar a parte tática do treinador. O futebol brasileiro eu já conheço pois passei por vários clubes daqui. Acho que é mais difícil se adaptar à China ou ao Qatar do que voltar para cá, então não vai ser nenhum problema”, declarou o defensor.

“Estou bem otimista, temos um projeto bacana para esse ano. É uma situação diferente pela questão de termos que retornar à elite, esse é o primeiro objetivo. Não podemos pensar no Brasileiro pois ele vem depois e o futebol não dá a chance de pensar no que vem depois. Estou muito motivado porque volto para uma excelente equipe e para o futebol brasileiro, que era o que eu desejava”, analisou.
O jogador de 33 anos vem do futebol chinês, mas soma passagens por Vitória, Cruzeiro e Flamengo no Brasil, além de Spartak Moskow e Krilia Sovetov, na Rússia, Boa Vista e Braga, em Portugal e Al Rayyan, no Qatar. Em seu último clube, o chinês Shanguai Shenhua, atuou ao lado do marfinense Didier Drogba e do francês Nicolas Anelka. Segundo o brasileiro, sua principal característica em todas essas passagens foi o foco na armação do sistema defensivo.
“Para mim, a função de um zagueiro não é apenas marcar forte, mas principalmente saber comandar o setor defensivo. Precisamos fazer com que a defesa entenda o padrão de jogo necessário para não sofrer gols. Não adianta um defensor se impor se tem falhas no sistema e os centrais tem a função de organizar isso”, comentou.
