Futebol/Paulista Série A2 - ( - Atualizado )

Após jogar em cinco países, Moisés Moura quer comandar zaga da Lusa

Eduardo Mendoza, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

Russo, árabe, chinês. O zagueiro Moisés Moura teve que enfrentar várias barreiras linguísticas em sua carreira no futebol. Apresentado na Portuguesa nesta quinta-feira, o jogador está de volta à terra natal e, pela primeira vez após cinco anos no exterior, terá que passar por uma readaptação meramente esportiva ao invés de se adaptar a uma cultura inteiramente nova.

“Acho que não vou ter problemas para me adaptar porque já passei por países diferentes me adaptando muito rápido. O treinamento pra mim já deve ser suficiente para pegar a parte tática do treinador. O futebol brasileiro eu já conheço pois passei por vários clubes daqui. Acho que é mais difícil se adaptar à China ou ao Qatar do que voltar para cá, então não vai ser nenhum problema”, declarou o defensor.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Moisés, de 33 anos, traz experiência à Lusa
O zagueiro chega para um ano de desafios mistos na Portuguesa. Ao mesmo tempo em que luta pela ascenção na Série A2 do Campeonato Paulista, que não tem cota de televisão e garante uma renda menor para contratações, a equipe precisa de um grupo forte o suficiente para apresentar bom desempenho no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil. Moisés, porém, mostrou confiança no planejamento do clube.

“Estou bem otimista, temos um projeto bacana para esse ano. É uma situação diferente pela questão de termos que retornar à elite, esse é o primeiro objetivo. Não podemos pensar no Brasileiro pois ele vem depois e o futebol não dá a chance de pensar no que vem depois. Estou muito motivado porque volto para uma excelente equipe e para o futebol brasileiro, que era o que eu desejava”, analisou.

O jogador de 33 anos vem do futebol chinês, mas soma passagens por Vitória, Cruzeiro e Flamengo no Brasil, além de Spartak Moskow e Krilia Sovetov, na Rússia, Boa Vista e Braga, em Portugal e Al Rayyan, no Qatar. Em seu último clube, o chinês Shanguai Shenhua, atuou ao lado do marfinense Didier Drogba e do francês Nicolas Anelka. Segundo o brasileiro, sua principal característica em todas essas passagens foi o foco na armação do sistema defensivo.

“Para mim, a função de um zagueiro não é apenas marcar forte, mas principalmente saber comandar o setor defensivo. Precisamos fazer com que a defesa entenda o padrão de jogo necessário para não sofrer gols. Não adianta um defensor se impor se tem falhas no sistema e os centrais tem a função de organizar isso”, comentou.

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