Tudo começou através de uma publicação feita pela empresa Red Bull na internet. A franquia havia acabado de inaugurar um novo projeto no Brasil e buscava jovens talentos para formar os seus primeiros times de base e profissional. Após avaliar aproximadamente cinco mil jovens em peneiras realizadas em Brasília e Jarinu, o clube mantido pela companhia austríaca revelou o atacante André Ramalho para o futebol e colocou em prática o seu principal ideal: o intercâmbio de atletas para o exterior.
Depois de atuar nas categorias de base do Red Bul Brasil, sediado em Campinas, André Ramalho chegou até a reforçar o time profissional antes de participar da Copa São Paulo de Futebol Júnior, em 2011. Escolhido a dedo por um diretor austríaco que acompanhava a equipe, o jogador de 20 anos foi encaminhado para o clube de Salzburgo e pôde notar as semelhanças presentes entre os métodos de trabalho utilizados pelos europeus no interior de São Paulo.
“Eu fui avisado deste intercâmbio com uns dois dias de antecedência. Cheguei à Áustria com neve e tudo era muito novo. A alimentação e o idioma eram diferentes, mas o estilo de jogo dos treinos só variava em uma coisa ou outra. O fato de eu ter passado pela base do Red Bull brasileiro me ajudou muito na hora de iniciar a carreira na Europa”, conta o jogador, que teve a sua primeira experiência no futebol justamente no time de Campinas.
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O trabalho desempenhado com os jovens vem surtindo efeito nos últimos anos. A equipe deixou a quarta divisão estadual para brigar por uma vaga na elite do Paulistão. Porém, uma sequência ruim na reta final da última edição do torneio deixou os 'Toro Lokos' sem a classificação. O saldo positivo ficou por conta da primeira convocação do clube para a Seleção: o goleiro Carlos Miguel reforçou o time canarinho sub-17 na Copa 2 de Julho, na Bahia.
O restante da base também se manteve em atividade ao longo da temporada e correspondeu ao investimento feito no interior de São Paulo. O sub-15 foi até a Áustria para disputar o The Next Generation Trophy e voltou com o vice-campeonato pra o Brasil. Sob a supervisão do diretor global de futebol da Red Bull, o francês Gerard Houllier, a equipe sub-18 de Salzburgo também viajou até o Centro de Formação de Atletas, em Jarinu, e interagiu com as demais promessas durante um período de testes.
“A torcida é fundamental para o atleta e funciona como um fator extra. Os times novos do Brasil encontram dificuldades com isso por causa da tradição e do número alto de equipes no País. Mas eu acho que o Red Bull alcançará cada vez mais apoio ao cumprir suas metas. Se nós não temos o torcedor nas arquibancadas, a diretoria compensa por outro lado. Ela traz jogadores de nível e dá toda a estrutura para o time ir subindo de divisão e alcançando novas classificações”, ponderou.
Diante da missão de ajudar o Red Bull Salzburg a alcançar a classificação para a próxima edição da Liga dos Campeões, André Ramalho acompanhará à distância o desempenho da equipe brasileira na Série A2 do Paulistão. O time já oficializou a contratação dos experientes Denílson, Triguinho e Fernandes para esta temporada e contará com o técnico Hemerson Maria no banco de reservas. A estreia será no dia 27 de janeiro, contra o tradicional Juventus, no Moisés Lucarelli, em Campinas.
