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Kleina resume pré-temporada: treinar, comer, se recuperar e rezar

William Correia São Paulo (SP)

Na tarde desta sexta-feira, o Palmeiras realizará sua penúltima atividade antes de estrear no Campeonato Paulista contra o Bragantino, no domingo. Nestes 15 dias já passados de pré-temporada, Gilson Kleina fez mais do que preparar o time. O técnico resumiu em quatro verbos a sua rotina aliando treinamento e a torcida para não ter lesões principalmente na zaga e nas laterais.

“No momento, temos que treinar, nos alimentar, nos recuperar e rezar”, definiu o comandante, que já voltou das férias sem poder contar com Tiago Real e Fernandinho, ainda machucados e deve perder Valdivia para a estreia por conta de uma lesão no tornozelo esquerdo decorrente de carrinho de Henrique no treino de segunda-feira.

Para alívio de Kleina, Henrique, Patrick Vieira, Luan, Wesley e João Denoni, que foram para as férias machucados, se apresentaram recuperados, embora o último ainda demonstre medo de entrar em divididas e, por isso, vai começar o ano no banco.

Mas não chegaram zagueiros, e hoje só Henrique e Mauricio Ramos estão à disposição no setor, nem laterais, sendo que o recém-contratado Ayrton é a única opção na direita, assim como Juninho na esquerda.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Treinador dispensou mais de 20 atletas, mas recebeu apenas dois reforços e tem pedido ajuda divina para trabalhar
“Fico muito feliz com as chegadas do Fernando Prass e do Ayrton e prefiro enaltecer a entrega, o profissionalismo e a postura desse grupo enxuto que está aqui. Porém, quando fizemos o planejamento para 2013, fizemos muitas mudanças e não contratamos quase ninguém”, reclamou Kleina, reiterando, contudo, que seu discurso não será usado como desculpa.

“Se amanhã os resultados não vierem, não vou fugir da responsabilidade de ser treinador”, falou, mostrando que prefere rezar a reclamar do gerente de futebol César Sampaio, que trabalha sem salário neste na busca por reforços. “O Kleina podia até dar murro na mesa, mas não é questão disso. Queremos trabalhar em equipe, estamos tentando, mas o César está amarrado, não consegue desenvolver sabendo que precisa desenvolver”, disse o treinador.

As ‘cordas’ que prendem os dirigentes ocorrem por conta do poder adquirido pelo Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do clube há um mês de analisar e vetar qualquer contratação até segunda-feira, quando ocorrem as eleições presidenciais.

Desta forma, resta a Kleina exaltar nomes como Fernando Prass, Henrique, Wesley, Valdivia e Barcos. “Tenho cinco jogadores que fazem a base do time e jogam em qualquer lugar no Brasil e em grandes equipes lá fora. Tenho um alto nível em minhas mãos. Vamos ser uma equipe forte, com valores. É o que falo para eles: não vamos comemorar vitórias, mas títulos”, declarou, buscando otimismo.

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