Há uma semana, Gilson Kleina se mostrava reticente em relação à condição física de Riquelme, que tem 34 anos e não entra em campo desde 4 de julho. Mas nesta sexta-feira o técnico ouviu do presidente Arnaldo Tirone, que se reuniu com o meia em Buenos Aires, que o negócio está próximo de ser fechado. E ainda soube que o jogador não deixou de se exercitar nestes mais de seis meses parado.
“Há uma grande possibilidade. A informação que tenho é de que só precisamos esperar o pronunciamento do Riquelme, porque o Palmeiras já se pronunciou, fez e está fazendo tudo que pode fazer. Estamos esperando o Riquelme de braços abertos”, discursou o treinador, agora se colocando publicamente a favor da vinda do argentino.
“Quem não quer o Riquelme? Nunca falei que não o quero. Quanto mais atletas com esse potencial técnico puderem trazer, fica muito mais vantajoso no campo de jogo, que é o que interessa. É inegável e incontestável sua parte técnica, tem um alto nível”, ressaltou, nitidamente mais tranquilo por saber que o ex-atleta do Boca Juniors não está parado.
O temor da comissão técnica é que Riquelme sofra com a sequência de jogos com curto período de descanso e passe a dar tanto trabalhos aos médicos quanto Valdivia, desfalque frequente há quase três anos. Por isso, na primeira reunião sobre o argentino, no mês passado, Kleina logo pediu para lhe apresentarem o calendário do Verdão, que disputará neste ano o Paulista, a Copa do Brasil, a Libertadores e a Série B do Brasileiro.
“Não sei se ele já pegou um calendário com jogos a cada três dias”, argumentou, já antecipando o pedido de calma na ansiedade pela estreia de um jogador cuja contratação, se ocorrer, só deve ser acertada na próxima semana. “Chegando aqui, vamos ver a sua situação. Seria ruim já colocá-lo para estrear e lesionar um jogador desse poderio, é trabalhar contra o jogador. Ele precisa de uma capacitação e saber como funcionar o futebol brasileiro”, projetou Kleina.
