Marcos Assunção não tem mais nenhum vínculo com o Palmeiras. O contrato iniciado em junho de 2011 se encerrou na segunda-feira e nem consta mais nos registros da Federação Paulista de Futebol (FPF). Mas isso não significa que ele deixará o clube. Segundo o presidente Arnaldo Tirone, sua permanência depende de “ajustes”.
"O Palmeiras quer, ele também. É uma questão de ajustes", disse, em entrevista à Rádio Jovem Pan. "Mas os dois lados têm que ceder, da maneira que o Palmeiras pode. O Palmeiras tem um elenco, um conjunto", completou o dirigente, que não concorrerá à reeleição no pleito de 21 de janeiro
O que impede o acerto é que Assunção quer uma valorização financeira, e há uma diferença entre o valor pedido e o valor ofertado. A diretoria enviou contraproposta e parece aguardar tranquila pela resposta, confiante no desejo do atleta de permanecer – segundo disse recentemente o empresário Ely Coimbra Júnior, ele nem quis saber de interesse de outras equipes em seu futebol.

Como não sabe exatamente com quem contará no elenco neste ano, o técnico Gilson Kleina já se precaveu para a perda do veterano. Wendel foi trazido de volta da Ponte Preta, para a qual estava emprestado. Outra opção para o setor é João Denoni, jovem revelado nas divisões de base do Palmeiras.
A indecisão com relação a Assunção não deve se alongar por muito mais tempo. O time retorna às atividades na quinta-feira, quando começa pré-temporada para disputar o Campeonato Paulista.
