Futebol/Campeonato Paulista - ( )

Souza assume cobranças de falta e aceita até ser meia no Palmeiras

William Correia São Paulo (SP)

Com dificuldades para contratar, o Palmeiras conseguiu trazer alguém que pode cobrir duas posições sem gastar nada além de salários. Emprestado a Ponte Preta, São Caetano e Náutico desde 2010, Souza volta bem diferente do volante que não marcou nenhum gol em 47 jogos pelo time. Agora, chega com a função de suprir a ausência de Marcos Assunção batendo faltas frontais e com experiência até para atuar na armação.

“Volto mais experiente, cobrando falta, algo que não tive oportunidade de fazer em 2009. Vou continuar minha história no Palmeiras”, disse o jogador, que tem hoje 24 anos e um currículo mais chamativo, já tendo balançado as redes 23 vezes na carreira.

Após agradar a Muricy Ramalho em 2009 por seu chute forte, o meio-campista resolve se arriscar cobrando faltas. Fez seu primeiro gol desta maneira no São Caetano, em 2011, e marcou outros seis assim no ano passado pelo Náutico, um deles de forma indefensável para Rogério Ceni no Morumbi. Por isso, revezará as faltas frontais com o lateral direito Ayrton.

Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Volante saiu há quase três anos se destacando pelo chute forte. Agora, bate faltas e arma.
A passagem pelo Recife ainda serviu para ele se destacar como meia, algo que agradou bastante a Gilson Kleina. “No Náutico, jogávamos com três volantes e eu que saia mais. No final do Campeonato Brasileiro, passei a jogar como meia e tive um desempenho muito bom. Se o Kleina precisar de mim como meia, já estou acostumado. Por isso estou à disposição para fazer o meu melhor”, disse Souza.

Com mais qualidades, o volante sente que pode manter sua história no Palmeiras. Também graças ao Náutico. “Quando saí do Palmeiras, rodei por Ponte Preta e São Caetano, mas no Náutico fiz um trabalho de força e consegui uma confiança muito grande.”

O jogador, porém, pede calma para não ser considerado um substituto de Valdivia, frequente desfalque. “Não sou um camisa 10. Nem tanto”, gargalhou. “As características do Valdivia são totalmente diferentes, ele é mais ofensivo, vai mais para a área, dribla. Eu ajudo mais na marcação, chuto bem de fora da área, procuro chegar para finalizar. Sou mais um camisa 8, né?”, concluiu, sorrindo.

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