Naquelas que certamente foram das melhores férias de sua vida, Tite leu livros e pescou. Só não valia a pena deixar completamente de lado o Corinthians porque 2012 “foi um ano iluminado” na história do clube e na carreira do treinador que merecia ser revisto.
Por isso, entre páginas lidas e peixes fisgados, o gaúcho assistiu novamente às 16 partidas que levaram o Timão ao título mundial. Da estreia na Copa Libertadores – um empate sofrido com o Deportivo Táchira – ao triunfo sobre o Chelsea no Japão, ele passou por todos os jogos.

Quanto às leituras, Tite disse ter devorado a biografia de Marcos – “Nunca Fui Santo”, escrita a partir de depoimento do ex-jogador a Mauro Beting – e dedicado também um tempo a “Brasil: o Time que Perdeu a Copa e Conquistou o Mundo”, de Falcão. “Tudo ligado à bola de alguma forma”, sorriu.
O treinador afirmou que também aproveitou o descanso para curtir a família. No entanto, quando seu filho, Matheus, retornou aos Estados Unidos, ele resolveu que era hora de voltar ao batente. Sua apresentação estava marcada apenas para a última segunda-feira, mas ele apareceu no CT do Timão na sexta anterior.
“Tomei uma pressão em casa. Dizia: ‘Se não buscar notícias (sobre o Corinthians), vou voltar mais cedo. Aí me seguraram. Fiquei até o dia em que meu filho foi embora. Aí a Rose e a Gabriele me liberaram”, contou Tite, referindo-se à sua mulher e à sua filha.
