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Sarafian admite superioridade de Dollaway na melhor luta do UFC SP

Helder Júnior São Paulo (SP)

Daniel Sarafian era o atleta que estava com o rosto mais machucado na entrevista coletiva realizada após o UFC São Paulo, no ginásio do Ibirapuera. O estreante havia apanhado bastante do norte-americano C. B. Dollaway cerca de duas horas antes, no início da madrugada deste domingo, naquela que foi considerada pela organização a melhor luta do evento. Como consolo, acabou ovacionado pela torcida brasileira, que contestou a decisão dividida dos juízes com vaias ensurdecedoras.

"Perdi porque o C. B. foi melhor do que eu. Tive meus erros táticos", reconheceu Sarafian, que sorria e piscava apesar do lábio e do olho esquerdo muito inchados. "Mas a luta foi bem parelha. Tenho que ver pela televisão para saber se eu merecia a vitória ou não. De verdade, não me lembro direito do que aconteceu", ressaltou, outra vez rindo.

Para Dana White, não houve motivos para os protestos da torcida brasileira. O presidente do UFC avisou através do seu Twitter que tinha certeza dos méritos de C. B. Dollaway no combate. O vencedor concordou: "Não sei como os juízes pontuaram, mas ganhei o segundo e o último rounds. Eu estava confiante, obtendo quedas, boas posições. Sim, achei que tinha vencido quando a luta acabou".

William Lucas/Inovafoto
Daniel Sarafian estreou no UFC com derrota para C. B. Dollaway, mas cativou o público no Ibirapuera
Dollaway pareceu não se importar com as críticas dos brasileiros. O norte-americano chegou a rir durante a luta enquanto o público gritava "vai morrer" e o vaiava. "Sabia que eles ficariam ao lado do lutador deles. Respeito isso. Quando lutamos nos Estados Unidos, a torcida é para a gente. É claro que seria o contrário no Brasil", minimizou o atleta, que, por conta da revolta da plateia, nem sequer conseguiu ser ouvido na entrevista pós-combate.

Do outro lado, Sarafian tentou se apegar ao carinho do público para se conformar. "A torcida me aplaudiu. É bom receber o apoio dos fãs. Estou triste pela derrota, não é o que eu queria, mas agradei de alguma forma. Isso me deixa um pouco mais tranquilo. Espero que os dirigentes do UFC também tenham gostado. Pretendo ganhar novas chances de mostrar o meu valor", afirmou.

Mesmo inexperiente no UFC (que o patrocina), Daniel Sarafian foi alçado à segunda principal luta do evento em São Paulo. O paulistano de 30 anos ganhou projeção na versão brasileira do reality show Tuf, porém não disputou a final do programa por conta de uma lesão no bíceps do braço esquerdo.

"Esperei 11 meses para finalmente lutar. Estava muito ansioso. Isso me tirou da tática traçada para a luta em alguns momentos. Sei que posso ser muito melhor do que fui. Vou ver a luta para saber no que errei e como posso melhorar. Terei um ano longo pela frente. Foi a minha primeira luta de muitas", vislumbrou Sarafian, sem pensar em desafiar Cezar Mutante (que foi ao Ibirapuera), com quem deixou de lutar na decisão do Tuf.

"Todo mundo quer ver essa luta porque foi a que ficou faltando no Tuf. Sei que a galera deseja me assistir contra o Mutante. Mas isso só vai acontecer se for da vontade do UFC. Da minha parte, não há preferência. O Mutante é meu amigo. Queria enfrentá-lo quando valia alguma coisa, o título do Tuf. Agora, tanto faz", garantiu.

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