Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Brunoro 'deixa' sonho de presidência no Verdão e nem cogita fracasso

William Correia São Paulo (SP)

Desde 1996, quando deixou seu trabalho na co-gestão entre Palmeiras e Parmalat para cuidar da carreira de Pedro Paulo Diniz na Fórmula 1, José Carlos Brunoro tem desejo de voltar ao clube. Sua vontade se realizou com o convite do presidente Paulo Nobre para ele ser diretor executivo, pondo fim a um ‘sonho’ do dirigente de ser mandatário do Verdão.

“Há muito tempo eu pensava em retornar ao Palmeiras, até brincava que viria para a função do Paulo, como presidente. Aí vi que o estatuto não permite um presidente com 80 e poucos anos”, gargalhou o novo dirigente. “Sinto uma extrema felicidade por retornar ao time que gosto, que sempre admirei e sempre estive nas arquibancadas.”

A alegria pela volta vem também com uma certeza de sucesso. “Às vezes o planejamento é tão bem feito que com 10%, 15% cumprido o sucesso é garantido”, afirmou, ciente, porém, da possibilidade que considera pouco provável de seu trabalho dar errado. “Há um ditado que diz: quando se entra em um lugar, tem que achar a saída, senão é capaz de entrar e não conseguir sair”, apontou.

“Quando eu fazia minhas caminhadas, principalmente quando o Palmeiras ia mal, minha esposa contava quantos pediam para eu voltar. De repente pode acontecer de ele fazer uma enquete ao contrário, com pedidos para eu sair”, completou, mais uma vez sorrindo efusivamente.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Novo diretor executivo diz que abandona seu posto nas arquibancadas com a certeza de sucesso no clube
“Sempre tenho o receio de não fazer um bom trabalho. Se acontecer, paciência, faz parte do jogo e não será por falta de capacidade. Mas não tenho medo de fracassar. Fracasso é quando você não tem vontade, não gosta nem está afim do que faz. E estou extremamente motivado, feliz e confiante de que vamos conseguir fazer um supertrabalho no Palmeiras”, afirmou, ciente da responsabilidade.

“Agradeço à torcida. Para mim, é um grande orgulho e uma responsabilidade, o que é muito legal. Com 62 anos, eu poderia estar em uma zona de conforto, mas para mim isso é zona de perigo. Gosto de ação, sempre. Quando eu for jogar dominó na praça, me internem”, pediu, completamente à vontade no clube.

“A camisa do Palmeiras é muito bonita, e fica muito bem em mim. Quando você a veste, não é para participar. Participar é em jogo de casados contra solteiros em churrasquinho no fim de semana. A camisa do Palmeiras é para ganhar”, discursou.

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