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Em busca de manager, presidente deve confirmar Brunoro no Palmeiras

William Correia São Paulo (SP)

Os jogadores pediram, mas César Sampaio, que trabalhou de graça para o Palmeiras neste mês, se despediu sem nem cogitar permanecer. E a função de gerente de futebol na gestão de Paulo Nobre deve ficar com outro nome que teve sucesso no clube há 20 anos: José Carlos Brunoro.

Entre 1992 e 1996, Brunoro foi o representante da Parmalat na co-gestão da empresa com o time, que tinha César Sampaio como volante. Com Brunoro na diretoria, a equipe encerrou um jejum de 17 anos sem títulos e conquistou os Campeonatos Paulistas de 1993, 1994 e 1996, os Brasileiros de 1993 e 1994 e o Torneio Rio-São Paulo de 1993.

O retorno ao Verdão parece fazer parte dos planos de Brunoro, atualmente diretor executivo do Audax-SP e do Audax-RJ, times mantidos pelo Grupo Pão de Açúcar, e diretor da Confederação Brasileira de Basquete. O dirigente, sondado por Arnaldo Tirone para o cargo que Sampaio passou a ocupar em novembro de 2011, parabenizou Paulo Nobre em seu Twitter minutos após a confirmação de sua vitória nas eleições dessa segunda-feira.

“Eu me dou tão bem com o Brunoro que fiz questão que ele visse nosso plano de governo para palpitar como profissional. E ele achou muito interessante”, comentou Nobre, ainda desconversando sobre a chegada do dirigente. “O Brunoro é superligado ao Palmeiras, participou de uma fase de sucesso que todo palmeirense lembra nos anos 1990. Gosto dele, mas é só um dos nomes.”

Gazeta Press
José Carlos Brunoro representou a Parmalat na vitoriosa co-gestão com o Palmeiras nos anos 1990
De qualquer forma, nos próximos dias o nome de Brunoro deve ser confirmado por se aproximar mais do perfil desejado pelo novo presidente. Além de nomear um diretor de futebol não-remunerado, Nobre quer Brunoro como um gerente para ajudá-lo a administrar o futebol enquanto não encontra um manager.

“Meu intuito é de contar com um manager, no estilo europeu, mas ele não existe no mercado brasileiro porque os presidentes acumulam essa função. Enquanto não encontrar essa pessoa, vou ficar à frente do futebol, mas não o tempo todo”, alertou.

“Na minha maneira de trabalhar, o presidente não é quem escala o time ou decide contratações, mas pode até vetá-la por algum motivo, por exemplo, financeiro”, prosseguiu Paulo Nobre, que já demonstra a tendência de vetar a chegada de Riquelme pelo salário de US$ 210 mil oferecido por seu antecessor, Arnaldo Tirone.

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