O empate sem gols com o Bragantino na primeira rodada do Campeonato Paulista teve Luan, mais uma vez, como personagem por conta de vaias da torcida. Ciente de que o atacante cogitou sair, Gilson Kleina defendeu seu comando, mas entendeu a irritação da torcida. O técnico até dividiu a mesma preocupação vinda das arquibancadas: precisa de jogadores.
“Precisamos trazer grandes jogadores. É inevitável que precisamos trazer de quatro a cinco reforços, de atletas que cheguem para vestir a camisa e jogar. O grupo está carente”, disse o treinador, em discurso similar ao de Barcos, que perdeu um pênalti neste domingo. “O problema não é só nosso. A diretoria contratou só dois jogadores e mandou embora 20”, reclamou o atacante.
A irritação com o presidente Arnaldo Tirone e o vice-presidente Roberto Frizzo, que saem de seus cargos nesta segunda-feira, foi novamente exposta antes mesmo da frustrante estreia do time no ano. “O presidente, o Frizzo e o (gerente de futebol, César) Sampaio estiveram com a gente no hotel. O Sampaio é um grande profissional, que está esperando uma reunião com os dirigentes. Ele tem muito a oferecer”, disse Kleina, que, como o elenco, só aprova o gerente.
No grupo enxuto que o Verdão, Luan é necessário. “Ele se esforça demais, luta. Sofre demais nessas situações porque sempre quer mostrar por que pode jogar no Palmeiras. Treina sempre, não machuca, está sempre à disposição. Parece que só ele é o culpado e só ele está fazendo coisas erradas, o que não é verdade”, apoiou Kleina, tentando entender os torcedores.
“A torcida nos ajudou o tempo todo. No final, carregando tudo que ocorreu no ano passado, reclamou”, compreendeu. “No contexto geral, a análise que podemos fazer é que, apesar de todas as dificuldades, poderíamos ter vencido. Vi nossa equipe com dificuldade em alguns aspectos. Enfrentamos um time que abdicou do jogo e a todo instante eu pedia para abrir o jogo pelas laterais. Forçamos muito pelo meio”, reclamou.
