Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Kleina pede inteligência para ter reforços: “Nem ONU se reúne tanto”

William Correia São Paulo (SP)

Em sua primeira entrevista coletiva no ano, Gilson Kleina mal pôde falar sobre time. Até porque lhe faltam 20 jogadores. Do elenco que terminou o Brasileiro rebaixado, saíram 19, e só chegaram até agora o goleiro Fernando Prass e o lateral direito Ayrton, além das voltas dos volantes Wendel e Souza. Diante desta situação, o técnico pede que o Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do Palmeiras seja mais ágil na aprovação de contratações.

“Fiz mais reunião do que a ONU com o (gerente de futebol César) Sampaio e os meus superiores”, disse o treinador, pedindo inteligência. “Foi passada uma relação desde dezembro. Respeito o momento político, e hoje existe o COF nesse período de transição. Mas, se tivermos uma perda de um Henrique, não temos um substituto. Se perco o Juninho, não tenho substituto. Pela grandeza deste clube, precisam ser, no mínimo, inteligentes.”

O treino da manhã desta sexta-feira deixa claro como o elenco está enxuto. Mesmo com Maikon Leite voltando a trabalhar com o grupo após ficar internado por dores abdominais, são apenas 18 jogadores de linha, já que o meia Tiago Real e o lateral esquerdo Fernandinho seguem machucados. Como zagueiros, só há Henrique e Mauricio Ramos – o técnico teve que buscar Maços Vinícius do time B. E Ayrton e Juninho são os únicos laterais à disposição.

“Quando faço as reuniões, passo a realidade. Respeitamos o momento, mas temos que entender: no futebol, é necessário ser ágil. Se não for, pela grandeza do clube, ficaremos em um patamar diferente, e isso não vamos querer”, prosseguiu o treinador, já prevendo improvisos nas primeiras rodadas do Campeonato Paulista – a estreia será no dia 20, contra o Bragantino, no Pacaembu.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Preocupado com elenco, Gilson Kleina cobra agilidade de diretoria palmeirense
 “Se tudo correr bem e não tiver lesão, tem cartão. Assim, em quatro, cinco jogos, tenho ganho de alguns, mas o desgaste de outros. E tenho jogadores que estão há 70, 80 dias sem jogar”, disse Kleina, que viu Henrique, João Denoni e Patrick Vieira serem liberados pelos médicos só na reapresentação, na semana passada.

“No dia 20, o torcedor quer no mínimo uma equipe com modelo, padrão e identidade. A cada jogo, se eu puder repetir, muito bem. Mas, se eu não puder, não é que nem receita de bolo. Tenho que fazer um novo encaixe, e aí vêm os improvisos” , apontou, ciente de que os reforços que podem chegar após as eleições do dia 21, quando o COF não terá mais poder de avaliar e vetar contratações, precisarão de tempo para se adaptar.

“Se eu, como comandante, preciso me adaptar, imagino um jogador que chegar para vestir uma camisa dessa grandeza com uma história tão linda no futebol. A filosofia tem que ser implantada desde o início, mas isso não aconteceu”, falou, novamente em tom de lamentação, reiterando as carências do seu grupo.

“Não é questão de querer compor ou preencher o elenco, é a necessidade de querer preservar o que planejamos e o que pensamos para os campeonatos que o Palmeiras vai planejar. Com certeza o próximo presidente está com grandes estratégias, mas o tempo não volta mais. Isso nós já perdemos”, lamentou o técnico.

“Temos setores muito carentes. E a lesão no futebol é praticamente inevitável. Corremos o risco de iniciar o campeonato improvisando, e isso não é o correto. Não posso começar um ano com um calendário tão importante sem material humano”, disse o treinador, de olho no Paulista, na Copa do Brasil, na Libertadores e na Série B do Brasileiro.

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