O Palmeiras hoje deve até três meses de direitos de imagem, maior parte do salário de muitos atletas, e essa situação deixa Paulo Nobre indignado. Mas o presidente se recusa a fazer como entre 2007 e 2009, quando foi vice-presidente e tirou dinheiro do seu bolso para organizar as finanças. O empresário, na verdade, avisa que é menos rico do que pensam.
“Dizem que sou sócio majoritário do Itaú. Se eu tivesse 1% das ações do Itaú, o Real Madrid teria inveja do Palmeiras”, argumentou o mandatário, sorrindo e avisando que, se tivesse a fortuna que imagina, ajudaria o Verdão de outra maneira. “Eu nem seria presidente, patrocinaria o clube com qualquer marca que eu teria”, continuou.
Mas, independentemente do tamanho do seu patrimônio, ele não será aplicado no clube. “Não colocarei um centavo do meu patrimônio. Só colocarei a minha experiência profissional”, assegurou, lamentando por já ter doado ao clube como dirigente. “Quando fui vice-presidente, me comprometi comigo mesmo a não colocar meu patrimônio pessoal e errei. Coloquei dinheiro para atraso de salário, de bicho, luvas, e isso é um erro”, insistiu.
Agora, Paulo Nobre não quer ficar marcado por nada, nem positivo nem negativo. Seu discurso é de colocar o clube nos trilhos, sem vaidade. “O Palmeiras precisa ter a cara do Palmeiras, não de um presidente ou de um dirigente”, ensinou.
