Futebol/Mercado - ( - Atualizado )

Palmeiras recebe quatro propostas por Luan e saída depende de Kleina

William Correia São Paulo (SP)

Uma conversa com Gilson Kleina pode definir a saída de Luan do Palmeiras nesta semana. O novo diretor executivo do clube, José Carlos Brunoro, assumiu o cargo nesta quinta-feira já com quatro propostas pelo atacante, que já declarou ter intenção de deixar a equipe por não suportar mais as críticas da torcida – foi intensamente vaiado logo na estreia do ano, no domingo, no 0 a 0 com o Bragantino no Pacaembu.

“Vou conversar com o treinador. Vamos discutir e decidir com a comissão técnica”, disse Brunoro, programando o encontro que terá a presença do presidente Paulo Nobre. “Nem assumi o cargo e recebi quatro propostas de times grandes querendo o Luan em menos de 24 horas. E boas propostas, de trocar por jogadores interessantes”, reforçou, sem revelar os interessados - ele chegou a ser cotado no fim de 2012 em Fluminense, Atlético-MG e Inter.

O mau ambiente do jogador, contudo, se restringe à torcida. Gilson Kleina já revelou ter um carinho pelo atleta, mesmo preferindo deixá-lo na reservas. E os dirigentes parecem a favor da permanência do jogador, criticado desde 2010, quando chegou ao Verdão, e que custou cerca de R$ 7 milhões em 2011 pagos ao Toulouse, da França, a pedido de Luiz Felipe Scolari.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Dirigentes e Kleina demonstram que querem Luan, mas não se o atacante estiver com a cabeça fora do Palmeiras
“É estranho, né? É um jogador que ninguém quer no Palmeiras, mas que o Brasil inteiro quer, já que são clubes de quatro Estados diferentes. Eu me pergunto: por que todos os grandes clubes dos outros Estados querem o Luan?”, indagou Bruno. “Isso não quer dizer que ele vai ficar ou sair, mas fico impressionado.”

Em apoio ao atleta, Nobre destacou que ele fez o gol que selou a vitória por 3 a 1 sobre o Oeste, nessa quarta-feira. “Foi merecido o Luan ter feito esse gol. Gostei muito”, apontou. “Temos que valorizar os nossos jogadores. O palmeirense às vezes é cruel com um jogador que é nosso. Se veste a camisa do Palmeiras, está nos defendendo. É nosso”, defendeu.

De qualquer forma, a vontade de Luan será respeitada. E seu empresário, Magrão, que defendeu o Palmeiras como atacante nos anos 1990 e também conviveu com muitas críticas, já deixou claro seu desejo de ver o cliente em outra equipe, citando o Fluminense como um dos interessados.

“O jogador tem que estar com a cabeça onde está. Se não estiver, não adianta segurar a onde para ele ficar insatisfeito ou infeliz. E existe uma contextualização da torcida com ele que fica difícil. Às vezes ele faz um desabafo fora de hora, mas se coloquem na pele dele. Como já fui atleta também, sei como é esse lado”, disse Brunoro, que foi jogador de vôlei.

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