Futebol/Mercado - ( - Atualizado )

Após reunião, Riquelme afirma que não volta ao Boca: "Tenho palavra"

Buenos Aires (Argentina)

Na manhã deste sábado, o meia Juan Román Riquelme foi até a Casa Amarilla, o centro de treinamento do time do Boca Juniors, para encerrar uma longa novela e acabar com o sonho da maioria dos torcedores do clube argentino: o jogador não voltou atrás de sua decisão e afirmou que não joga mais na Bombonera, animando o Palmeiras, interessado em sua contratação.

Por volta das 10 horas (de Brasília), Riquelme e o seu empresário foram flagrados pela imprensa argentina no CT, onde a equipe se reapresentaria momentos depois. A expectativa era a de que uma reunião com o presidente xeneize, Daniel Angelici, selasse o retorno do meia, que é ídolo e motivou até uma passeata de 3 mil torcedores clamando pelo seu futebol na Bombonera.

AFP
Fim da novela: após reunião com diretoria do Boca Juniors, meia Riquelme afirmou que não vai voltar
Mas, 30 minutos depois, o argentino deixou o local, falou com a imprensa e foi direto: “Eu não volto. Tenho palavra”. Sem jogar desde o dia 4 de julho de 2012, quando foi vice-campeão da Copa Libertadores da América, após derrota para o Corinthians, Riquelme declarou que não vestiria mais a camisa boquense, possivelmente por atritos com Angelici e o ex-técnico Júlio Falcioni.

As esperanças do Boca Juniors em contar com Riquelme se renovaram após o retorno do treinador Carlos Bianchi, com quem o armador formou parceria vitoriosa no início da última década. O comandante boquense, juntamente com a diretoria, tentaram convencê-lo, mas, de acordo com o próprio jogador, a “palavra” falou mais alto na sua importante decisão.

“Estou agradecendo aos dirigentes e ao técnico, que tentaram me convencer. Mas me criaram desta maneira. Tenho palavra. Amo este clube. Tenho várias recordações. O Boca sempre será o meu clube. Mas tenho palavra. Estou dizendo que não volto. Fiz o que tinha que ser feito. Pensei até o último momento”, explicou o ex-camisa 10 do time argentino.

Já sobre o seu futuro, que pode acabar sendo o Palmeiras, Riquelme foi incerto. “Se tiver a oportunidade de jogar, vou fazê-lo. Agora vou para a minha casa tomar um mate e viver a vida que levo há seis meses. E estou passando muito bem”, concluiu o meia, que, em dezembro, recebeu as visitas do vice e do gerente de futebol palmeirenses, Frizzo e Sampaio, respectivamente.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Riquelme, que esteve no Troféu Mesa Redonda, da TV Gazeta, em dezembro, pode acertar com o Palmeiras
De acordo com as informações dos bastidores, Riquelme se animou pelo fato de o Verdão disputar a Libertadores. O salário, que giraria em torno de R$ 300 mil mensais, também estános conformes do argentino. Mas a estadia do Palmeiras na Série B pode ser um fator que pesa. Além disso, os palmeirenses poderiam ter as concorrências de Santos, Grêmio, Cruzeiro e Flamengo, que já se interessaram pelo jogador.  

Além do 'desafeto' Daniel Angelici, que chegou a impedir o atleta de exibir na Bombonera um troféu dado pela TV Gazeta, fato que o irritou, Riquelme também teria um impasse salarial e contratual com a cúpula do Boca. Segundo a imprensa argentina, Riquelme queria valores maiores do que os pretendidos pela outra parte.  


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