Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Sem gastar por vaidade, Nobre promete estrutura para buscar títulos

William Correia São Paulo (SP)

 

A dúvida de Paulo Nobre se vale a pena pagar mais de R$ 400 mil mensais por dois anos a Riquelme, que tem 34 anos e não joga desde julho, fez torcedores organizarem campanhas nas redes sociais para convencê-lo a trazer o meia. Mas pensar dessa maneira é a promessa do presidente que ficará no cargo até dezembro de 2014. A ideia é disputar títulos dando estrutura à equipe, não gastando demais com contratações.

“O palmeirense precisa entender que um clube estruturado disputa títulos com naturalidade. O problema é que hoje o Palmeiras é um transatlântico sem planejamento nenhum, um barco à deriva”, opinou Nobre. “Precisamos ter estrutura. É com um intuito de estrutura que um time disputa constantemente títulos.”

O recado do novo mandatário é claro, já que seus dois antecessores aumentaram a dívida do clube e pouco tiveram sucesso. Entre 2009 e 2010, Luiz Gonzaga Belluzzo melhorou salários para manter astros e investiu alto para trazer nomes como Muricy Ramalho, Vagner Love, Luiz Felipe Scolari, Kleber e Valdivia, mas saiu sem ser campeão.

De janeiro de 2011 até a última segunda-feira, Arnaldo Tirone continuou gastando bastante para manter os ídolos trazidos por Belluzzo e ainda passou a pagar caro por atletas com pouca fama. Foi campeão da Copa do Brasil e rebaixado no Campeonato Brasileiro em 2012, perdendo em seu último mês a liberdade de contratar sem o aval do Conselho de Orientação e Fiscalização do clube.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Presidente quer dar condições ao time de ser campeão em vez de gastar demais em reforços, como seus antecessores
“Não tenho o direito de, por vaidade, comprometer o clube por 10, 15 anos para o time ser campeão na minha gestão. Primeiramente porque nunca existe uma certeza de que será campeão. E segundo porque seria uma irresponsabilidade”, disse Nobre, que promete conferir a viabilidade financeira não só de Riquelme, mas de qualquer reforço.

“Se o marketing compensar grandes valores, sem problema. Sou muito a favor da ousadia. Mas com responsabilidade. Não vou trazer jogador para depois ver como pagar. A ideia não é essa”, afirmou o mandatário, que garante não ter iniciado nenhuma negociação enquanto ainda era candidato ao seu cargo.

Nobre nem cogita montar em 2013 um elenco para a Libertadores e outra para disputar a Série B, como a antiga diretoria chegou a pensar. É em estrutura que ele aposta para deixar a torcida otimista. “O palmeirense nunca mais pode pensar no início de uma competição se o time vai cair ou não. Tem que pensar se vai ser campeão novamente”, definiu.

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