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Sem R$ 500 mil mensais, Valdivia cita importância na Copa do Brasil

William Correia São Paulo (SP)

Valdivia fica com a testa franzida e encara quem fala de seu salário. O jogador, que sofreu um sequestro relâmpago em junho, garante que não recebe tanto quanto se especula. E, na relação custo-benefício nestes dois anos e meio de segunda passagem pelo Palmeiras, cita a Copa do Brasil conquistada em 2012 para se defender.

“Quando o Palmeiras foi campeão da Copa do Brasil, fiz gol nas oitavas de final, nas semifinais e nas finais”, lembrou o jogador que terminou o Brasileiro, no qual o time foi rebaixado, sem fazer gol nem dar assistência. “São as duas faces da moeda. Quando o time foi rebaixado, não fiz gol. Na Copa do Brasil, fui importante e ajudei o Palmeiras a ser campeão.”

No lado ruim da passagem iniciada em agosto de 2010, o jogador, que custará R$ 36 milhões a serem pagos pelo Verdão até 2016 – ano seguinte ao fim de seu contrato –, tem as contusões como principais vilãs. A última foi no joelho esquerdo e o impede de entrar em campo desde 6 de outubro.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Valdivia negou ter um salário de R$ 500 mil e recordou a sua importância para o título da Copa do Brasil
Diante do cenário, o meia, que ganhou do empresário de Marcos Assunção até o termo “valdiviano” para definir seu salário, tenta se defender. “Falam que ganho R$ 500 mil. Que procurem saber quanto é o meu salário. Não é isso que recebo”, assegurou, ressaltando que seus vencimentos têm a ver com sua carreira e a boa impressão deixada na primeira passagem pelo clube, entre 2006 e 2008, quando foi campeão paulista.

“Quando cheguei, em 2006, o Palmeiras pagou US$ 3 milhões (na época, cerca de R$ 8 milhões) ao Colo Colo e eu ganhava um salário muito baixo. Fui vendido por R$ 16 milhões ou mais (foram cerca de R$ 20 milhões pagos pelo Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos) e voltei após a Copa do Mundo ganhando um salário que qualquer jogador de Copa do Mundo e com carinho deixado no clube merece. Se não joguei o que as pessoas e os torcedores querem, é por lesão”, argumentou.

Mas até Valdivia admite ser impossível falar dele sem citar seu salário. “O trabalho do jogador não é falar quanto ganha, mas entrar em campo e jogar. Se eu jogasse, ninguém falaria nada do meu salário”, concordou. “Gero polêmica porque não jogo. O torcedor tem o direito de confiar em mim ou não. Admito que errei, mas sempre reconheci. Jamais vou esconder nada”, prometeu.

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