Valdivia fica com a testa franzida e encara quem fala de seu salário. O jogador, que sofreu um sequestro relâmpago em junho, garante que não recebe tanto quanto se especula. E, na relação custo-benefício nestes dois anos e meio de segunda passagem pelo Palmeiras, cita a Copa do Brasil conquistada em 2012 para se defender.
“Quando o Palmeiras foi campeão da Copa do Brasil, fiz gol nas oitavas de final, nas semifinais e nas finais”, lembrou o jogador que terminou o Brasileiro, no qual o time foi rebaixado, sem fazer gol nem dar assistência. “São as duas faces da moeda. Quando o time foi rebaixado, não fiz gol. Na Copa do Brasil, fui importante e ajudei o Palmeiras a ser campeão.”
No lado ruim da passagem iniciada em agosto de 2010, o jogador, que custará R$ 36 milhões a serem pagos pelo Verdão até 2016 – ano seguinte ao fim de seu contrato –, tem as contusões como principais vilãs. A última foi no joelho esquerdo e o impede de entrar em campo desde 6 de outubro.
“Quando cheguei, em 2006, o Palmeiras pagou US$ 3 milhões (na época, cerca de R$ 8 milhões) ao Colo Colo e eu ganhava um salário muito baixo. Fui vendido por R$ 16 milhões ou mais (foram cerca de R$ 20 milhões pagos pelo Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos) e voltei após a Copa do Mundo ganhando um salário que qualquer jogador de Copa do Mundo e com carinho deixado no clube merece. Se não joguei o que as pessoas e os torcedores querem, é por lesão”, argumentou.
Mas até Valdivia admite ser impossível falar dele sem citar seu salário. “O trabalho do jogador não é falar quanto ganha, mas entrar em campo e jogar. Se eu jogasse, ninguém falaria nada do meu salário”, concordou. “Gero polêmica porque não jogo. O torcedor tem o direito de confiar em mim ou não. Admito que errei, mas sempre reconheci. Jamais vou esconder nada”, prometeu.
