Futebol/Campeonato Paulista - ( )

Tirone prevê começo difícil para sucessor e sugere maior uso da base

São Paulo (SP)

Após, enfim, oficializar sua decisão de não tentar a reeleição no dia 21, Arnaldo Tirone convocou os candidatos Décio Perin e Paulo Nobre para apresentar os principais departamentos do clube. E já avisa: o começo de quem ganhar será complicado. Tanto que, em termos de reforços, antecipa a sugestão de maior utilização de jogadores das categorias de base.

“A realidade do clube é a base do Palmeiras. Já temos dois, três jogadores da base, quatro praticamente. O Palmeiras tem que aproveitá-los porque são novos. Irão enfrentar a novidade de ir para a Libertadores que é um campeonato muito competitivo, assim como a Série B, onde os times correm muito”, apontou o presidente ao site da Federação Paulista de Futebol.

Diante da indicação, o dirigente é sincero em relação ao seu sucessor. “Vejo um começo um pouco difícil por ser o primeiro mês do mandato do novo presidente. Mas o Palmeiras vai estar com um time diferente, que vai correr bastante, com jogadores novos, principalmente no meio de campo, com o Denoni, o Wesley”, apostou.

Tirone ainda avisa que quem ocupar seu cargo precisará trabalhar, já que ele não tem conseguido trazer reforços – só chegaram o goleiro Fernando Prass, ex-Vasco, e o lateral direito Ayrton, ex-Coritiba, ambos contratados antes de o Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do clube ganhar poder de analisar e até vetar novos jogadores.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
"Virão mais jogadores, é claro. Se não for na minha gestão, será na do novo presidente", disse Tirone, que sai dia 21
“O Palmeiras está com o time renovado e virão mais jogadores, é claro. Se não for na minha gestão, será na do novo presidente”, comentou o atual mandatário, sem poupar cobranças a Nobre ou Perin. “O Palmeiras tem que ter um time para disputar todo campeonato”, avisou, tentando, enfim, ser otimista.

“O Palmeiras vai se reforçar, está se reforçando. É claro que no final de dezembro, como não conseguimos ficar na Série A, fizemos uma reformulação, recuamos um pouco para ver o que tinha acontecido, para analisar. Houve uma dispensa grande de jogadores, o que é costumeiro de final de campeonato”, argumentou.

Ao falar de 2013, Tirone tenta minimizar seu maior fracasso: o rebaixamento. “Na Série A, o que acontece é que os times têm mais condições financeiras, investem em jogadores mais valiosos. Mas isso não quer dizer que a Série B não tenha jogadores de qualidade. Por exemplo, este time do Corinthians que foi campeão mundial foi um time que jogou e foi campeão da Série B”, comparou.

“O Palmeiras vai ter um ano bom. Acredito que o futuro presidente vai ter toda a credibilidade e disposição para poder trabalhar. Vejo o Palmeiras bem em 2013 e a tendência é deslanchar”, projetou.

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