Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Valdivia avisa: “Vou jogar por mim e pela seleção até o fim do ano”

William Correia São Paulo (SP)

Valdivia chegou a ser informado por um empresário sobre uma oferta que está sendo preparada pelo Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos, mas, ao se apresentar no Palmeiras, já avisou que não quer sair neste ano. O novo técnico da seleção chilena, Jorge Sampaoli, pediu isso ao meia, que abdicou até de um discurso para os torcedores para iniciar uma temporada pensando em si.

“A pré-temporada começou. Só quero jogar, e jogar por mim. O que fiz nas férias foi por mim. Quero jogar por mim e voltar à seleção”, disse o camisa dez, fora da equipe chilena desde sua suspensão em 2011, quando o antigo técnico Carlos Borghi lhe impôs uma suspensão alegando que ele chegou atrasado e alcoolizado na concentração após ser liberado para o batizado de uma das filhas.

Embora os rumores sejam de 6 milhões de euros (quase R$ 16 milhões) a serem pagos pelo Al Ain, Valdivia quer ficar. Mas não até o fim de seu contrato, em agosto de 2015. “Quero jogar, ajudar o Palmeiras a sair da Série B e ser um jogador importante para, se for embora no fim do ano, que eu vá bem.”

E o discurso não é voltado a seus fãs, que em julho, após a conquista da Copa do Brasil, o ouviram prometer só sair quando a torcida quiser. “Não falo nada para o torcedor. Ele pode esperar o que o treinador espera de mim: que eu jogue. Comprometimento é dentro de campo, não fora. Fora é a linha normal de um jogador de futebol, se cuidando”, avisou.

Não há no Mago nem a preocupação de dar retorno financeiro. “Se a proposta do Al Ain for verdade, o Palmeiras não perderia nada”, falou o meia, equivocadamente, já que 34% dos possíveis R$ 16 milhões a serem oferecidos pelos árabes ficariam com o conselheiro Osório Henrique Furlan Junior, que receberia menos do que os quase R$ 6 milhões que investiu, 10% seriam do jogador e a parte do Verdão seria insuficiente para arcar com os R$ 36 milhões a serem pagos por empréstimo bancário até 2016.

Hoje, Valdivia parece ouvir mais Jorge Sampaoli, que, segundo a imprensa chilena, tem trabalhado até para eliminar seus problemas de relacionamento com atletas como o atacante Alexis Sánchez, do Barcelona. “O Sampaoli me tem em seus planos. E espero retribuir no Palmeiras. Vim com muito desejo e vontade de fazer um bom ano. Por mim, não saio daqui. Vou ficar aqui o ano inteiro”, reiterou o meia.

Apesar de suas declarações e de ter se apresentado ao clube com quatro dias de atraso argumentando estar treinando em uma clínica no Chile, o Mago não acha que desrespeita o Palmeiras. “Aqui há condições de se fazer o mesmo trabalho, mas lá é diferente. É uma clínica especializada em tratar atletas de todos os esportes, inclusive golfe, alpinismo, tênis, esqui. Fiz um trabalho que não se faz no Palmeiras para voltar bem e ajudar”, alegou.

“O trabalho que fiz no Chile não foi uma falta de respeito com ninguém, tanto que o médico do Palmeiras falou muito bem do que fiz. Nem foi falta de respeito com os jogadores, que não sabiam o que eu estava fazendo até eu explicar. Não foi uma irresponsabilidade. Se fosse, alguém falaria”, continuou Valdivia, provavelmente se esquecendo de que, até o momento, o clube não deu espaço para nenhum jogador ou membro da comissão técnica dar entrevista coletiva durante a pré-temporada – só ele e o gerente de futebol César Sampaio, que trabalha sem salário, falaram.

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