Quando criança, Rafael Batista era chamado de “Chorão” na cidade de Americana (SP). “Fala chorando”, diziam seus colegas. O tempo passou, ele se profissionalizou como jogador de futebol e rodou por diversos times menores do estado de São Paulo, sempre com o apelido nas costas. Agora, podendo participar da Série A do Campeonato Brasileiro pela Portuguesa, o meia inicia nova fase em sua vida, a primeira sem o apelido.
Apresentado nesta quinta-feira, o meio-campista de 24 anos teve bom rendimento apesar do rebaixamento do Grêmio-SP na Série B do Campeonato Brasileiro e atraiu o interesse da Lusa para a disputa da Série A2 do Campeonato Paulista, mas garantiu apenas um contrato de seis meses com o clube que vetou seu velho apelido.

"Espero poder jogar bem e marcar gols para impressionar a diretoria e o professor para que eles continuem comigo no Brasileirão, que é o meu objetivo”, afirmou o atleta, autor de três gols na Série B de 2012.
Caso seja bem sucedido, porém, o jogador terá que atentar à mudança no estilo de jogo: o próprio Rafael admite que as características das partidas mudam entre Série A2 paulista e Série A brasileira.
“Acho que muda bastante, a Série A2 é mais parecida com a Série B, onde joguei ano passado. É um jogo mais truncado, pegado, mas acho que o nosso time vai se dar bem”, analisou o jogador de passagens por Rio Branco, Mirassol, Catanduvense, Barretos, Monte Azul e Americana.
Outro fator que terá que ser levado em consideração é a pressão por parte dos torcedores. “Aqui a cobrança realmente será maior. O Barueri infelizmente não tem torcida, mas a da Portuguesa é grande e espero jogar bem para agradar a todos os torcedores”, comentou.
