Quando Neílton recebia a bola, pelo menos dois marcadores do Goiás apareciam para tirar seu espaço e tentar o desarme. Reserva do Santos no início da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o jovem de 18 anos foi se destacar apenas na semifinal, como autor dos três gols da vitória sobre o Palmeiras, e na decisão, quando sofreu um pênalti e ainda deixou sua marca na conquista do título após 29 anos de jejum.
A aparência física e o estilo de jogo driblador levaram o torcedor santista à inevitável comparação com Neymar, que não conquistou nenhum título na base, mas atualmente é o maior ídolo do futebol brasileiro. Depois de assistir à vitória por 3 a 1 do camarote e aparecer no campo para entregar medalhas, a estrela santista elogiou: “Ele tem tudo para se tornar um belo craque, porque é um menino bom e de qualidade”.

“É bom, mas ao mesmo tempo o Neymar é um grande jogador, não tem comparações. Ele é um ídolo do futebol brasileiro e do mundo. O que eu tenho que fazer é continuar trabalhando forte para fazer meu nome também. É bom que eles estão me vendo com bons olhos”, assumiu Neílton, sem medo de rótulos, e confiante por ter superado a marcação à lá Neymar dos rivais: “Quando eu pegava na bola fechavam dois em mim e ficava difícil jogar. Mas deu tudo certo”.
Treinador do time campeão da Copinha, Claudinei Oliveira está satisfeito pela regularidade de Neílton na reta final do torneio. O atacante ganhou a vaga de titular ‘na raça’: “Neymar é incomparável. Não tem ninguém como ele. No futebol você tem Messi, Cristiano Ronaldo, mas são características diferentes. O jeito que o Neymar joga, as coisas que faz, só ele mesmo. Neílton é um menino que tem que buscar espaço. Eu fiquei feliz por jogar dois jogos bem, mas tem que jogar sempre bem, como o Neymar faz”.
