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Ney Franco vê química da torcida com torneio e não teme insucesso

Tossiro Neto Cotia (SP)

Os dois títulos conquistados no início da década de 1990 criaram na torcida são-paulina uma grande simpatia pela Copa Libertadores. O clube, que ganhou outro título em 2005, volta nesta quarta-feira a disputar o torneio depois de dois anos ausente, ciente de que terá apoio diferenciado nas arquibancadas do Morumbi.

Contratado no ano passado, Ney Franco aprendeu à distância essa relação. "O torcedor entende muito bem essa competição e vai começar enchendo o estádio. É o que a gente espera. Vamos começar da mesma forma como fechamos a temporada, lutando, trabalhando, se entregando, com a torcida empurrando o time. Na Libertadores, isso funciona muito bem, existe essa química", observa.

Campeão de outras competições pelas equipes em que passou – no próprio São Paulo, levantou o troféu da Sul-americana, em 2012 –, o treinador tem a Libertadores como grande desafio da carreira. Ela já a disputou no comando do Flamengo, porém não teve sucesso.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Ney Franco conversa com o camisa 10 Jadson
Agora, o desafio é um pouco diferente. O time tricolor estreia na fase preliminar, contra o Bolívar, podendo ser eliminado sem alcançar os grupos, o que representaria um vexame, como o vivido pelo rival Corinthians em 2011 ao cair para o inexpressivo Deportes Tolima, da Colômbia, com Ronaldo e companhia.

Isso não assusta Ney Franco, que nunca se mostrou preocupado em ser demitido. Ele costuma dizer que, pelo caminho traçado até aqui, tem prestígio suficiente para não ficar desempregado. Ao ser questionado de forma precoce sobre isso nesta terça-feira, porém, ficou incomodado.

"Vocês (jornalistas) são pessimistas demais. Já estão me derrubando. Ganhei a confiança da diretoria, ganhei título. Sei que treinador vive de resultado, mas não posso começar a temporada achando que vou cair se tiver insucesso. Tenho que tomar decisões com confiança. Esse é meu pensamento. Não posso começar achando que vou cair em fevereiro", respondeu, irritado, na véspera da partida.

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