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Sem desespero por Vargas, Juvenal critica loucuras de dirigentes

São Paulo (SP)

Juvenal Juvêncio começou 2013 afiado. Otimista, mas cauteloso, com a negociação pelo chileno Eduardo Vargas, o presidente do São Paulo garante que o clube não buscará mais reforços e não poupou críticas ao falar sobre a crise do futebol europeu e as loucuras cometidas por diretorias de equipes brasileiras.

Em entrevista à rádio Jovem Pan, o mandatário do Tricolor deixou claro que não haverá desespero em caso de frustração no negócio por Vargas com o Napoli. “A negociação é financeira. A expectativa é que seja uma cereja no bolo para poder encorpar o time, mas pode não vir. E não vindo, o time está completo. Precisávamos de coisas pontuais, como por exemplo, o Aloísio, que estava contratado há mais de seis meses. Não estamos atrás de mais ninguém. Ou virá o Vargas, ou a coisa se encerra”, garantiu.

Se considera o elenco fechado para 2013, Juvenal descartou qualquer possibilidade de perder algum jogador, principalmente o zagueiro Rhodolfo. Assim como nas últimas janelas de transferência, o camisa 4 foi sondado por equipes da Itália e, com a chegada de Lúcio e ascensão de Rafael Toloi, poderia ser negociado.

“Não necessariamente. Precisamos de mais gente nesta posição. Buscamos o Toloi e depois tem a expectativa com o Breno, que mantemos contato e contrato com ele em caso de ele ser liberado. Trouxemos o Lúcio, que era uma reivindicação interna e antiga, pela sua seriedade e competência. Isso não significa a saída do Rhodolfo, que é um jogador importantíssimo. Mas temos que reconhecer que têm clubes europeus interessados”, explicou o presidente.

AFP
Cobiçado por Grêmio e Flamengo, Eduardo Vargas não será alvo de loucuras da diretoria do São Paulo
E a confiança de Juvenal em manter o elenco são-paulina tem uma razão: a crise do futebol europeu. “Eles estão quebrados, não estão conseguindo sobreviver. A crise entra por todas portas e janelas. Você tem uma estrela solitária (PSG) que fez o negocio pelo Lucas, mas é circunstancial. Não há muita procura, o que há é vontade de desovar atletas pelos seus salários. Liberam até de graça. E se você quiser recepcioná-los, tem que bancar isso”, sentenciou o folclórico dirigente.

Perguntado se esse seria o caso do atacante Robinho, que deseja receber o mesmo salário que ganha no Milan, o são-paulino pediu o fim de negócios deste nível. Para Juvenal, aceitar esses altos valores pode inflacionar e atrapalhar o desenvolvimento do futebol no País.

“É completamente irreal, até me arrepia pensar que alguém poderia pagar isso. Se acontecer, começa a virar costume essa irresponsabilidade. Um dirigente que faz um negócio desse, não faria isso em sua organização pessoal, por que faria com uma entidade em que o zelo deveria ser muito maior?. Temos que fazer as coisas dentro da razoabilidade”, alertou.

Para exemplificar as consequência das ‘loucuras’ de dirigentes, Juvenal Juvêncio deu a entender que a nova diretoria do Flamengo já colhe os frutos da irresponsabilidades de gestões passadas. “Tem até um clube que entrou na briga pelo Vargas e o Napoli recusou. Disse que o clube estava desorganizado e que não gostaria de emprestar o jogador para um lugar desorganizado”, revelou.

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