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Terceiro goleiro tem menos idade do que camisa 1 tem de São Paulo

Tossiro Neto São Paulo (SP)

A história de Rogério Ceni no São Paulo começou em 7 de setembro de 1990. Indicado por um diretor do Sinop, por intermédio de um conselheiro do clube paulista, pisou pela primeira vez no CT da Barra Funda aos 17 anos. Quinze dias depois, em Suzano, na região metropolitana da capital paulista, nasceria Leonardo da Silva Vieira, o Leo, hoje terceiro goleiro da equipe tricolor.

"É um sonho realizado trabalhar ao lado dele. Ele está com 40 anos (faz aniversário nesta terça-feira), eu estou com 22. Desde moleque, eu o via jogar. Tenho ele como espelho e pretendo seguir seus passos", diz o jogador, que procura sugar ao máximo os conhecimentos do ídolo.

"Aprendo muito sobre a dinâmica de jogo, é uma das coisas que ele fala bastante. Ele revolucionou essa questão de posicionamento, reposição de bola, de participar mais do jogo do que os outros acham que o goleiro pode participar", explica.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Ceni, Leonardo, Denis e Leo (nesta ordem na foto) são os quatro goleiros do elenco são-paulino

No clube desde 2004, o jovem arqueiro viu a melhor atuação de Ceni no ano seguinte. Mesmo com dores no joelho esquerdo, fechou a meta na decisão do Mundial de Clubes, contra o Liverpool, e assegurou a vitória por 1 a 0, construída com gol do volante Mineiro. A defesa mais marcante foi de uma bola colocada por Gerrard no ângulo esquerdo.

"Tive vários momentos como companheiro do Rogério desde 2007, ano em que subi para o profissional. Nos dois últimos títulos brasileiros, eu já estava aqui. Mas sempre que falo dele me lembro da falta do Gerrard. Aquela marcou todo são-paulino. Não vai ser esquecida nunca", conta Leo, com admiração.

Admirado também fala o outro Leonardo do elenco. O quarto goleiro tem metade da idade de Ceni e, como bom aluno, tenta trilhar caminho semelhante ao do camisa 1. "Não é fácil chegar aos 40 pegando o que ele está pegando. Alguns chegam por chegar, ele chega no mesmo nível que sempre apresentou. É um desafio chegar aonde ele chegou", sonha.

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