Futebol/Copa Libertadores da América - ( - Atualizado )

Trio ofensivo funciona, São Paulo faz 5 no Bolívar e põe mão na vaga

Tossiro Neto São Paulo (SP)

 

O trio de ataque escalado por Ney Franco para enfrentar o Bolívar deu resultado e participou direta ou indiretamente de todos os gols de uma fácil vitória por 5 a 0 sobre o Bolívar, na noite desta quarta-feira. Osvaldo, Luis Fabiano (duas vezes, com ajuda de Aloísio), Jadson e Rogério Ceni (de pênalti) construíram o placar que permite ao São Paulo perder por até quatro gols de diferença – ou cinco, desde que também marque – daqui a uma semana, em La Paz, para passar da fase preliminar da Copa Libertadores.

A equipe tricolor voltou à competição continental depois de ter ficado ausente desde 2010, ano em que foi eliminada na semifinal pelo Internacional. Diferentemente das outras 15 campanhas, ainda luta para chegar à fase de grupos e se juntar a Atlético-MG, The Strongest-BOL e Arsenal-ARG na terceira chave.

Artilheiro na edição 2004 – a única que disputou –, com oito gols, Luis Fabiano larga na frente novamente. Após Osvaldo ter iniciado a contagem nesta quarta-feira, ele mostrou o faro habitual ao vazar o goleiro Arguello em duas oportunidades, ambas na primeira etapa, dando apenas um toque na bola. Destaque ainda para Osvaldo e Aloísio, que tiveram participações decisivas na goleada.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Na semana do aniversário de 40 anos, Rogério Ceni fez um dos gols da vitória tricolor.
Nesta noite, eles inicialmente não tiveram a companhia de Paulo Henrique Ganso. Maior contratação da história do São Paulo, o meia perdeu a posição depois da fraca atuação no fim de semana e só entrou em campo na segunda metade da etapa complementar. Ney Franco optou por começar com um terceiro atacante, Aloísio, deslocando Jadson do corredor direito de volta ao meio-campo.

O camisa 10 fez jus à confiança do treinador. Aos três minutos, cobrou falta com perfeição e encontrou Aloísio livre. O centroavante fez um desvio esquisito de cabeça, a bola ganhou altura e quase surpreendeu o goleiro Arguello, que esticou o braço e teve ajuda do travessão. Na sobra, o zagueiro Lúcio só não abriu o placar porque a defesa boliviana foi mais rápida.

Só que a zaga não teve a mesma rapidez quatro minutos mais tarde. Acionado por Jadson na ponta esquerda, o atacante Osvaldo chutou forte e cruzado, do bico da grande área, a bola tocou a trave e entrou.

O Bolívar teve, na sequência, duas chances de empatar. Rogério Ceni, que na terça-feira completou 40 anos, mostrou reflexo ao defender cabeceio de Cabrera no canto direito baixo. Depois, Ferreira tentou uma belo voleio de costas, do meio da área, e o goleiro são-paulino apenas acompanhou a trajetória da bola até a linha de fundo.

Aproveitando-se da linha alta de marcação do adversário, a equipe brasileira ampliou a vantagem aos 20 minutos. Em uma rápida saída da defesa para o ataque, a bola chegou a Aloísio, nas costas de Cabrera. O atacante chegou à linha de fundo, livrou-se da marcação e atrasou a bola para Luis Fabiano, com o pé esquerdo, completar de primeira para a rede.

O artilheiro ainda fez mais um antes do intervalo. No último minuto do primeiro tempo, ele ficou com rebote de Arguello em chute à queima-roupa de Aloísio e tocou de leve na bola. Caído, o goleiro nada pôde fazer para evitar o terceiro gol.

A goleada se confirmou no segundo tempo. Osvaldo perdeu grande chance logo no começo, mas depois se recuperou. Aos 14 minutos, cruzou rasteiro para Jadson fazer o quinto. Três minutos depois, sofreu pênalti para Rogério Ceni converter - e comemorar muito, no dia seguinte ao seu aniversário - e a torcida tricolor já cantar "a volta do campeão".

Antes do apito final, a alegria dos são-paulinos se completou com as entradas do argentino Marcelo Cañete, xodó de alguns mesmo tendo pouco jogado, e de Ganso. Também teve chance o volante Casemiro, cuja aplicação nos treinamentos foi elogiada por Ney Franco nesta semana. Nenhum dos três precisou se esforçar muito para ajudar a assegurar o ótimo resultado.

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