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Vice tricolor acredita que Ceni "pode ser bom dirigente" no futuro

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Caso se aposente dos gramados em dezembro, Rogério Ceni poderá escolher qual função exercer no São Paulo. Respeitado pelos títulos ganhos usando luvas e chuteiras e não menos pelo nível intelectual, o goleiro, que nesta terça-feira completa 40 anos, terá apoio da diretoria atual se optar por trabalhar nos bastidores.

Vice-presidente de futebol, João Paulo de Jesus Lopes faz uma única ressalva: ele terá que passar por um período de adaptação entre o vestiário e o escritório. "Isso é algo progressivo. Você não cria um dirigente em um estalar de dedos. Mas ele tem algumas condições que dão a ele aptidão para desempenhar essa função. É uma pessoa de bom senso, cultura, é inteligente. Não tenho dúvida de que, com vivência na área administrativa, poderá ser um bom dirigente", diz.

Ceni já é o líder do elenco. Ele é quem fala pela última vez com os jogadores antes de a bola rolar e é também, à exceção dos treinadores, quem mais os orienta nos treinamentos. Faz isso porque adquiriu respeito sendo importantíssimo em alguns dos principais títulos do clube, como a Libertadores e o Mundial de 2005, além de três edições do Campeonato Brasileiro nas temporadas seguintes.

Rubens Chiri/www.saopaulofc.net
Goleiro tem marcado presença em eventos do clube ao lado do presidente Juvenal Juvêncio
Fã dele, Leo (terceiro goleiro, de 22 anos) espera que, tomada a decisão de encerrar a carreira, o mito continue próximo de alguma maneira, seja como dirigente, preparador de goleiros ou em outro cargo. "Acho que deve continuar perto da gente. Ele não vai querer se distanciar do futebol, principalmente do São Paulo, porque ele trabalha com muito amor. Não digo como preparador (de goleiros) necessariamente, mas estando no dia a dia do time", comenta.

Já Denis, substituto imediato de Ceni, acredita que, ao menos nos primeiros 12 meses aposentado, o atual titular ficará um pouco ausente da rotina do clube. "Não sei se ele vai conseguir ficar muito tempo longe, são muitos anos neste meio. Mas tenho certeza de que, no primeiro ano, ele vai dar uma sumida para descansar bastante e esfriar a cabeça", aposta o agora camisa 12.

Independentemente da futura nova profissão, o que todos no clube concordam é que ele a exercerá com a mesma categoria com que defende a meta são-paulina e vaza as rivais, em cobranças de falta e pênalti.

"O Rogério é perfeccionista. Qualquer posição que desempenhar dentro, vai querer desempenhar com a máxima competência. Isso pode exigir treinamento. O que posso dizer é que o São Paulo estará sempre à disposição dele porque, além de entender que é um ídolo e tem nos trazido grandes alegrias, trata-se de uma pessoa competente e que certamente terá muito a nos oferecer", observa Jesus Lopes.

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