Tênis/Copa Davis - ( - Atualizado )

Derrotado por EUA de Courier em 1997, Oncins vê chance de surpresa

Bruno Ceccon São Paulo (SP)

Atual capitão dos Estados Unidos na Copa Davis, Jim Courier participou da vitória sobre o Brasil na edição de 1997 do torneio como jogador. Jaime Oncins, superado pelo ex-número 1 do mundo há 16 anos, não descarta uma surpresa no próximo duelo diante dos norte-americanos, marcado para o começo de fevereiro, em quadra rápida coberta armada na cidade de Jacksonville.

“É claro que, se fosse em casa, as chances seriam maiores. Acho que vai depender muito do primeiro dia, é muito importante conseguir um ponto no primeiro dia. A Copa Davis é sempre dura e pode acontecer qualquer coisa. Temos chances, mas é difícil”, declarou o ex-jogador.

Oncins acumulou 23 vitórias e 14 derrotas na Copa Davis de 1991 a 2001. Ex-34º colocado do ranking mundial de simples e 22º em duplas, ele participou das duas melhores campanhas do Brasil na história do torneio por nações, as semifinais de 1992 e 2000.

Fernando Dantas/Gazeta Press
O ex-tenista Jaime Oncins enfrentou os Estados Unidos na temporada de 1997 da Copa Davis e acabou derrotado
Ao lado de Gustavo Kuerten e Fernando Meligeni, Oncins perdeu por 4 a 1 dos Estados Unidos em 1997, na cidade de Ribeirão Preto. Com o então desconhecido Guga, ele venceu Alex O’Brien e Richey Renenberg em duplas, mas Jim Courier e MaliVai Washington foram eficientes.

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press
ONCINS ESPERA EVOLUÇÃO DE PUPILO

Ex-integrante do top 34 do ranking mundial de simples e duplas, Jaime Oncins treina o português Gastão Elias. Na temporada em que seu pupilo completa 23 anos, o técnico espera uma evolução significativa.

“É claro que sempre traçamos uma meta e temos um objetivo a ser alcançado, mas isso fica entre nós. O que posso dizer é que ele tem condição de conseguir muito mais. Vamos dar um passo de cada vez”, afirmou Oncins.

Em 2012, Elias conquistou um challenger e ficou com mais três vice-campeonatos. Eliminado pelo argentino Horácio Zeballos na semifinal do Aberto de São Paulo, ele alcançou o melhor ranking da carreira em outubro do ano passado, o 133º lugar.

“Mesmo no saibro e dentro de casa, foi um confronto muito difícil. A gente teve algumas chances, mas a equipe norte-americana era muito forte. Eles tinham o Courier, ex-número 1 do mundo, e o Washington também estava em alto nível”, lembrou Oncins.

Recordista de títulos na Copa Davis com 32 conquistas, os Estados Unidos perderam apenas na semifinal da edição do ano passado do torneio, diante da poderosa Espanha. Os irmãos Mike e Bob Bryan, líderes do ranking mundial de duplas, formaram a equipe norte-americana ao lado de John Isner (13º) e Sam Querrey (22º).

“São duas equipes diferentes, é difícil comparar. Naquela época, eles não tinham uma dupla tão forte como a dos irmãos Bryan. Por outro lado, contavam com o Jim Courier, um jogador que já tinha alcançado a liderança do ranking mundial de simples”, disse Oncins.

Thomaz Bellucci, atual 32º colocado da lista da ATP, é presença certa na lista do capitão João Zwetsch ao lado dos duplistas Marcelo Melo (17º) e Bruno Soares (19º). Rogério Dutra da Silva, vice-campeão do Aberto de São Paulo, briga pela outra vaga com João “Feijão” Souza e Thiago Alves.

O duelo marca a volta do Brasil ao Grupo Mundial, do qual estava afastado desde a temporada de 2003. Na história da Copa Davis, o time nacional acumula três derrotas e um triunfo diante dos Estados Unidos – a única vitória, por 3 a 2, foi registrada em 1966, com José Edison Mandarino e Thomaz Koch, em Porto Alegre.

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