Tênis/Copa Davis - ( - Atualizado )

Em primeira aparição na elite pós-Guga, Brasil pega EUA como azarão

São Paulo (SP)

A última exibição do Brasil no Grupo Mundial da Copa Davis data de 2003, ainda com Gustavo Kuerten. Na primeira aparição na elite desde a aposentadoria do astro, a equipe nacional, capitaneada por João Zwetsch, enfrenta os Estados Unidos de sexta-feira a domingo, em Jacksonville.

Em meio ao boicote liderado por Guga para derrubar Nelson Nastás, então presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), o País caiu para a terceira divisão da Copa Davis. Com seus principais jogadores de volta após a saída do dirigente, a equipe retomou o caminho à elite.

De forma dramática, o Brasil perdeu nos playoffs do Grupo Mundial seis vezes seguidas, contra Suécia, Áustria, Croácia, Equador, Índia e Rússia. Frente aos equatorianos, liderados pelo veterano Nicolas Lapentti, o time nacional perdeu em casa e, diante dos russos, Thomaz Bellucci chegou a ter dois match-points.

O retorno ao Grupo Mundial da Copa Davis finalmente veio na temporada de 2012, com uma vitória por 5 a 0 na cidade de São José do Rio Preto diante da mesma Rússia, desfalcada de seus principais jogadores, como Nikolay Davydenko e Mikhail Youzhny.

Na primeira aparição na elite pós-Guga, o Brasil encara justamente a maior potência da Davis. Eliminados pela Espanha na semifinal em 2012, os Estados Unidos contam com o recorde 32 títulos do torneio, incluindo a primeira edição, disputada em 1900, e protagonizaram a maior sequência de vitórias da história (17 séries de 1968 a 1973).

Responsável por conduzir o Brasil de volta ao Grupo Mundial do torneio, missão que Fernando Meligeni e Francisco Costa não conseguiram cumprir, João Zwetsch convocou Thomaz Bellucci (36º), Thiago Alves (141º), Marcelo Melo (16º na lista de duplistas) e Bruno Soares (19º).

Marcelo Ruschel/POA Press
Atual 36º colocado do ranking mundial, Thomaz Bellucci é a principal esperança da equipe do capitão João Zwetsch
Já Jim Courier, ex-número 1 do mundo e atual capitão da equipe norte-americana na Copa Davis, chamou John Isner (16º), Sam Querrey (20º) e os irmãos gêmeos norte-americanos Mike e Bob Bryan (líderes do ranking de duplas) para o confronto com o Brasil.

A posição dos rivais no ranking mundial, aliada à quadra rápida coberta do Jacksonville Veterans Memorial Arena, torna inegável o favoritismo dos Estados Unidos. Acostumado a jogar com a pressão de voltar ao Grupo Mundial nos últimos anos, o Brasil não hesita ao assumir o papel de azarão diante dos poderosos norte-americanos.

“É sempre mais fácil jogar como zebra do que como favorito. Mesmo com apoio da torcida e jogadores mais bem ranqueados, é complicado jogar com a pressão de ter que ganhar. Por isso, vamos entrar mais soltos. Podemos aproveitar isso e surpreendê-los, apesar de nossa equipe ser teoricamente inferior”, afirmou Bellucci.

Com a finalidade de se adaptar à quadra, a equipe brasileira embarcou com destino aos Estados Unidos no sábado passado. De acordo com os jogadores, a superfície escolhida pelos norte-americanos é veloz, porém não foge da normalidade do Circuito da ATP.

“A quadra é rápida, mas nem tanto. Pela maneira que eles jogam, muito em função do saque, sabíamos que o piso não seria mesmo lento. Sempre que se joga nos Estados Unidos, a bola é pesada, o que ajuda um pouco em relação à velocidade da quadra”, analisou o capitão João Zwetsch.

Marcelo Ruschel/POA Press
Capitão Jim Courier confirmou gigante John Isner
Com uma lesão no joelho direito, John Isner desistiu do Aberto da Austrália e disputou apenas uma partida em 2013, já que perdeu logo na estreia do ATP 250 de Sydney. Ainda assim, o gigante de 2,06m foi confirmado pelo capitão Jim Courier para o confronto com o Brasil.

Convocado por Zwetsch como companheiro de Bellucci em simples, Thiago Alves deve ter dificuldades, uma vez que disputou a chave principal de um torneio da ATP pela última vez em julho de 2012 e tem pouca experiência na Davis – perdeu seus dois únicos jogos na série contra a Croácia, em 2008.

Donos de 13 Grand Slams, um recorde entre os duplistas, Mike e Bob Bryan são favoritos, mas encontrarão Marcelo Melo e Bruno Soares no auge. Com parceiros diferentes, eles foram campeões pela 11ª vez em 2013, marca inédita para brasileiros, e têm duas vitórias em três jogos contra os norte-americanos.

Os Estados Unidos levam vantagem no retrospecto contra o Brasil na Davis, uma vez que venceram três das quatro séries. No duelo mais recente, disputado na cidade de Ribeirão Preto em 1997, o atual capitão Jim Courier participou em quadra do triunfo por 4 a 1. Na única vitória brasileira, Thomaz Koch e José Edison Mandarino ganharam por 3 a 2, em Porto Alegre, no ano de 1966.

VEJA OS JOGOS DA SÉRIE ENTRE ESTADOS UNIDOS E BRASIL
Sexta-feira (a partir das 17 horas de Brasília)
x
Sam Querrey Thomaz Bellucci
x
John Isner Thiago Alves

Sábado (a partir das 17 horas)

x
Mike e Bob Bryan Marcelo Melo e Bruno Soares

Domingo (a partir das 15 horas)

x
John Isner Thomaz Bellucci
x
Sam Querrey Thiago Alves

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