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"EUA têm equipe para ganhar a Copa Davis", reconhece capitão Zwetsch

Bruno Ceccon São Paulo (SP)

Responsável por conduzir o Brasil de volta ao Grupo Mundial da Copa Davis, João Zwetsch estuda os últimos detalhes para divulgar a escalação da equipe nacional para o confronto com os Estados Unidos. Mais do que admitir o favoritismo do adversário, o capitão reconhece que os norte-americanos têm potencial para conquistar o título do torneio.

“Uma equipe com Isner, Querrey e os irmãos Bryan pode ganhar a Copa Davis. O time dos Estados Unidos é bastante forte, mas tenho muita confiança e acredito que se os nossos atletas conseguirem jogar o melhor tênis, teremos chance, mesmo contra um rival fortíssimo”, afirmou.

Com John Isner, 14º do mundo, Sam Querrey, 22º, e os gêmeos Mike e Bob Bryan, líderes do ranking de duplas, os Estados Unidos perderam da Espanha na semifinal da edição de 2012 da Copa Davis. Os norte-americanos ostentam um recorde de 32 títulos do torneio, incluindo a primeira edição, disputada em 1900.

“É inegável o favoritismo dos Estados Unidos, mas o time da Rússia também era franco favorito em 2011 e ficamos a um ponto de retornar ao Grupo Mundial”, lembrou Zwetsch em alusão ao jogo em que Thomaz Bellucci perdeu dois match-points contra Mikhail Youzhny.

Fernando Dantas/Gazeta Press
O capitão João Zwetsch, técnico de Guilherme Clezar, encontrará os principais tenistas do Brasil no Aberto da Austrália
O duelo com os Estados Unidos será realizado entre os dias 1 e 3 de fevereiro, em quadra rápida coberta armada na cidade de Jacksonville. Enquanto Thomaz Bellucci (33º), Marcelo Melo (18º) e Bruno Sores (19º) já estão praticamente garantidos na disputa, Rogério Dutra da Silva, João “Feijão” Souza e Thiago Alves brigam pela última vaga.

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press
ZWETSCH VÊ PUPILO EM EVOLUÇÃO

Além de ocupar o cargo de capitão do Brasil na Copa Davis, João Zwetsch treina o jovem Guilherme Clezar. Atual 235º do mundo, ele foi eliminado pelo português Gastão Elias, pupilo de Jaime Oncins, na segunda rodada do Aberto de São Paulo.

“O Gui vem evoluindo bastante, mas ainda tem muita coisa pela frente para alcançar o nível que desejamos. Estamos tentando aprimorar a questão física, que sempre foi a maior dificuldade dele. É um trabalho a médio e longo prazo”, explicou Zwetsch.

No ano passado, Clezar conquistou o primeiro challenger de sua carreira ao vencer rivais mais experientes como os brasileiros Ricardo Mello e Thiago Alves, além do chileno Paul Capdeville. Em outubro, ele foi o 208º do mundo, seu recorde.

“Os confrontos de Copa Davis são extremamente emocionais. Se conseguirmos tirar proveito de algum vacilo deles, de algum momento de relutância que eles possam ter em relação aos jogos, podemos ter as nossas chances dentro do confronto”, reiterou João Zwetsch.

O Brasil não disputa o Grupo Mundial da Copa Davis desde a temporada de 2003, quando ainda contava com o ídolo Gustavo Kuerten. A volta do País à elite do torneio ganhou contornos dramáticos com derrotas consecutivas de 2006 a 2011, contra Suécia, Áustria, Croácia, Equador, Índia e Rússia.

“A tentativa de voltar ao Grupo Mundial estava começando a se tornar muito forte, muito maior do que um simples confronto. A expectativa era cada vez maior por parte de todo o mundo e o fato de ter conseguido alcançar esse objetivo foi realmente muito legal”, afirmou o capitão.

Experiente, Zwetsch conduziu Flávio Saretta ao 44º lugar do ranking mundial e viu Thomaz Bellucci alcançar o 21º posto, além de conquistar dois títulos. Parceiro de Gustavo Kuerten nos Jogos Pan-americanos de Mar del Plata-1995, o ex-tenista admite que o duelo com os Estados Unidos será um dos pontos altos de sua carreira.

“Confesso que poder disputar um confronto no Grupo Mundial da Copa Davis é algo gratificante, ainda mais pela trajetória do Brasil nos últimos anos. Estaremos entre os melhores países e jogadores do mundo, é algo excitante. Mas minha profissão é cheia de altos e baixos e eu vivo com os pés no chão”, analisou Zwetsch.

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