Futebol/Módulo II do Campeonato Mineiro - ( - Atualizado )

"Bobo na casca do ovo", Amaral deixa Poço de Caldas sem ter jogado

Poços de Caldas (MG)

A passagem de Amaral pelo Poços de Caldas acabou antes mesmo de o veterano volante entrar em campo. Pouco mais de um mês após ser apresentado como grande astro do time da segunda divisão do Campeonato Mineiro, recebendo até a camisa 10, o ex-jogador do Palmeiras deixa o clube dizendo ter sido enganado por um empresário.

“Foi praticamente uma lavagem cerebral, né? É que nem aquela musiquinha: enganei o bobo na casca do ovo”, afirmou o jogador à EPTV. “Eu tinha um contrato através da parceria, mas a parceira foi praticamente uma mentira. As pessoas enganaram não só a mim como aos jogadores e à comissão técnica do Poços de Caldas.”

O clube alega que um empresário desfez o projeto que tinha combinado e não há condições de manter Amaral. “Estou me desligando porque, mesmo eu reduzindo meu salário, hoje o Vulcão não vai ter condições de me pagar. Fico triste, chateado, porque o meu nome foi usado, foi muito usado”, lamentou.

Se Amaral não fica, continuam outros nomes trazidos para o Vulcão chamar atenção no clube, como Cléber, zagueiro do Palmeiras nos anos 1990, que segue como técnico de um elenco que conta com Finazzi, ex-centroavante do Corinthians, e o meio-campista Laureiro, que passou pelas categorias de base da seleção uruguaia.

O time estreia no Módulo II do Mineiro às 20 horas (de Brasília) de segunda-feira, diante do Social, em Itabira. “Tenho certeza de que os jogadores que vão continuar são extremamente profissionais. O Cléber é uma excelente pessoa e junto com o Finazzi e os demais jogadores experientes do grupo vai conseguir segurar a bronca”, apostou Amaral.

Divulgação
Amaral chegou como astro e seria camisa 10 na segunda divisão mineira, mas agente que o contratou saiu do clube
O volante completará 40 anos no próximo dia 28, mas não pensa em se aposentar ainda. O jogador promete analisar as propostas que ainda tem para continuar atuando. “Minha vida continua. Vou para casa, relaxar, ver minha mãe, meus filhos e depois decidir”, comentou.

Amaral surgiu no Palmeiras em 1991 e foi tricampeão paulista (1993, 1994 e 1996) e bicampeão brasileiro pelo clube. Entre 1996 e 1998, com voltas por empréstimo ao Verdão, atuou pelo Parma, da Itália, e pelo Benfica, de Portugal, até acertar com o Corinthians, time pelo qual conquistou o Brasileiro de 1998 e o Paulista de 1999. Depois, em um ano e meio no Vasco, foi campeão brasileiro e da Mercosul em 2000.

Nos últimos 13 anos, o volante, presente na seleção brasileira que foi medalha de bronze nas Olimpíadas de 1996, passou por Grêmio, Vitória, Atlético-MG, Santa Cruz, Grêmio-SP e Catanduvense, no Brasil, e no exterior defendeu Fiorentina, da Itália, Besiktas, da Turquia, Al-Ittihad, da Arábia Saudita, e Pogo? Szczecin, da Polônia.

Em 2008, o jogador atuou pelo Perth Glory, da Austrália, e passou os dois últimos anos na Indonésia – virou ídolo no país com as camisas do Manado United e do Persebaya 1927 – antes de reaparecer na mídia no fim do ano passado no jogo de despedida de Marcos e no amistoso beneficente organizado por Ronaldo e Zidane. Apesar de ter negociado com o Flamengo do Piauí, acabou aceitando a proposta do Poços de Caldas.

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