Futebol/Copa Libertadores - ( - Atualizado )

Diretoria é questionada a abandonar Libertadores, mas mantém cautela

Eduardo Mendoza, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

O caso da morte do torcedor boliviano de 14 anos em partida do Corinthians pode ter consequências ainda mais sérias do que as que já foram anunciadas. O clube considera a hipótese de deixar a Copa Libertadores caso a punição adotada pela Conmebol (Confederação Sul-americana de Futebol) por conta do incidente não seja revertida.

Um membro da cúpula corintiana mostrou confiança de que a confederação volte atrás e desista de forçar o Timão a jogar de portões fechados na Libertadores, mas admitiu que o clube já pensa nas medidas que poderiam ser tomadas caso a pena seja mantida. “Por enquanto não vamos tomar esse tipo de atitude, temos certeza da reversão. Se a reposta for negativa nós vamos sentar novamente para decidir o que vamos fazer, existem diversas medidas que o Corinthians pode tomar”, revelou em contato exclusivo.

A saída da Copa Libertadores é, entretanto, uma possibilidade que vem sendo bem aceita. “Estamos tendo muita adesão a essa ideia, o que não significa que vamos tomar uma decisão da noite para o dia. Isso precisa ser discutido, o presidente não vai tomar nenhuma atitude intempestiva”, completou - pela assessoria de imprensa, Mário Gobbi descartou inicialmente a atitude mais drástica.

O problema se iniciou na última quarta-feira, quando um sinalizador atirado por torcedores corintianos durante o empate por 1 a 1 contra o San José, na Bolívia, causou a morte do jovem torcedor Kevin Douglas Beltran Espada. Na quinta-feira, a Conmebol anunciou a decisão de forçar o Timão a jogar com portões fechados até o final da Copa Libertadores.

No dia seguinte, o Corinthians informou, através de comunicado oficial, que iria recorrer contra a medida por prejudicar membros inocentes de sua torcida, inclusive os que já compraram ingressos para jogos da fase de grupos. A atitude da Conmebol também é considerada injusta por não punir de forma alguma o próprio San José, responsável pela segurança do estádio onde foi realizada a partida.

Os reflexos do caso ainda se estenderiam por outros anos caso o Corinthians realmente opte por deixar a Libertadores. Para casos de abandono de times, o regulamento da competição prevê o pagamento de uma multa de cerca de R$ 400 mil a cada um dos outros três times do grupo e de R$ 40 mil à própria Conmebol. Além disso, o clube infrator é excluído pelo menos das próximas três edições para as quais tenha se classificado.

Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade