Ciclismo/Bastidores - ( - Atualizado )

Departamento de Justiça dos EUA abre processo contra Lance Armstrong

Nova Iorque (Estados Unidos)

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu nesta sexta-feira um processo contra o ex-ciclista Lance Armstrong. Segundo a instituição, o atleta prejudicou a imagem da Agência Nacional de Correios do país, seu patrocinador entre 1999 e 2004, ao ser banido do esporte por conta de acusações de doping, confessado em entrevista à apresentadora Oprah Winfrey em janeiro.

O processo é fruto de ação movida pelo ex-companheiro de Armstrong, Floyd Landis, em 2010. A legislação dos Estados Unidos permite que qualquer cidadão norte-americano processe uma pessoa ou instituição caso este julgue que o acusado enganou o país.

Na ocasião, Landis, que teve o seu título de 2006 da Volta da França caçado pelo mesmo motivo de Armstrong, acusou o heptacampeão da prova de se dopar enquanto patrocinado pela estatal.

AFP
Lance Armstrong veste boné com o símbolo do Serviço Postal dos EUA após vencer a Volta da França, em 2003
O Departamento de Justiça cobra US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 200 milhões) de Armstrong. Os advogados do ex-ciclista, porém, tentam chegar a acordo e ofereceram US$ 5 milhões (R$ 10 milhões) para encerrar o caso.

“Lance (Armstrong) e seus representes trabalharam firme nas últimas semanas com os advogados federais para resolver este caso de forma justa, mas as negociações falharam, porque nós discordamos de como a imagem do Serviço Postal foi prejudicada”, afirma Robert Luskin, advogado do ex-ciclista, em entrevista ao jornal The New York Times. “O próprio estudo do Serviço Posta chegou à conclusão que os benefícios com o patrocínio totalizaram 100 milhões”, completa.

Acusado de participar e liderar o maior esquema de doping da história do esporte, Armstrong perdeu os seus sete títulos da Volta da França, principal prova do ciclismo mundial, além da medalha de bronze conquistada nos Jogos Olímpicos de Sydney-2000. Em janeiro, o norte-americano confessou o fato em entrevista à famosa apresentadora Oprah Winfrey, mas manteve o silêncio em relação à Agência Antidoping dos EUA (Usada) e à União Ciclística Internacional (UCI).

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