Futebol/Copa LIbertadores da América - ( - Atualizado )

Prass apoia punição a San José: "Era o responsável pelo espetáculo"

Estevão Taiar, especial para a Ge.Net São Paulo (SP)

O goleiro palmeirense Fernando Prass deixou a rivalidade de lado e pediu nesta terça que o San José-BOL seja punido pela morte do adolescente Kevin Beltrán Espada, ocorrida na semana passada, durante partida contra o Corinhians. Apesar de considerar justo que o Timão cumpra algum tipo de pena, o arqueiro alviverde afirmou que a equipe boliviana tem responsabilidade pelo incidente, principalmente por ela ter sido a anfitriã do confronto.

“Isso sempre vai dar discussão. O Corinthians tem que ser punido, até o pessoal de lá concorda. Mas só isso? É o único culpado? O mandante também tem que ser punido, é o responsável pelo espetáculo. Quando acontece algo na sua casa, você não é o responsável? Para mim, [o San José] tem que ser punido até com mais rigor do que foi o Corinthians”, disse.

Prass se referiu à decisão confirmada pela Conmebol nesta terça, que proibiu o Timão de ter a presença da torcida nos jogos da Libertadores, até que o caso seja julgado pelo tribunal da entidade. Para o goleiro, incidentes como o da morte de Kevin acabam se tornando comuns tanto fora quanto dentro do Brasil justamente pela ausência de maiores punições.

“[A morte de Kevin] foi algo que aconteceu dentro do estádio, o que é inaceitável. No Rio, tinha dia de clássico entre Vasco [ex-clube de Prass] e Flamengo em que duas ou rês pessoas morriam perto do estádio. Algumas coisas são inevitáveis, mas outras a gente vê que vão acontecer, porque a impunidade é grande. Essas coisas têm que mudar, são muito graves”, afirmou.

Torcedor do San José, Kevin, de 14 anos, foi morto por um sinalizador vindo da torcida do Corinthians no encontro entre as duas equipes na semana passada, em Oruro, na Bolívia. Logo depois, 12 torcedores alvinegros foram presos pela polícia boliviana. Cinco dias mais tarde, nessa segunda, o caso sofreu uma reviravolta, quando o também torcedor corintiano H. A. M., de 17 anos, se entregou à Justiça brasileira garantindo ser ele o autor do disparo.

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