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Corinthians responsabiliza Conmebol e diz não temer represálias

Marcos Guedes São Paulos (SP)

Na entrevista que concedeu nesta terça-feira no CT do Parque Ecológico, Roberto de Andrade foi duro com a Conmebol. O novo comportamento do Corinthians é cobrar a entidade que comanda o futebol sul-americano, como ficou claro nas palavras do diretor de futebol alvinegro.

Em última instância, a Conmebol é, para o clube do Parque São Jorge, a responsável pela morte do garoto Kevin Espada. O boliviano de 14 anos foi atingido por um sinalizador na partida de seu San José contra o Timão na semana passada, em partida válida pelo Grupo 5 da Copa Libertadores.

“Quem faz o evento tem que assumir a responsabilidade por ele. Não adianta sair punindo os outros”, afirmou o dirigente. “A Conmebol era a responsável pelo evento. O Corinthians era visitante em San José (Oruro). Não compete ao Corinthians botar funcionário na porta para fazer revista.”

Roberto de Andrade usou como exemplo o Mundial, vencido pelo Timão no Japão em dezembro. De acordo com ele, os procedimentos de seguranças adotados pela Fifa na competição deveriam ser parâmetro para a Conmebol, filiada a ela.

“A revista que eles fizeram é um exemplo. Por que a Conmebol não segue o exemplo? Onde você joga na América do Sul que tem segurança? Não existe”, disse o diretor, voltando a apontar o dedo para a entidade sul-americana no caso Kevin. “A irresponsabilidade é de todos, não só da Conmebol, mas começa por ela. Se todo o mundo sabe que se usa sinalizador e é proibido, por que entram no estádio com sinalizador? Se virou arma, pior ainda.”

Djalma Vassão/Gazeta Press
Segundo Roberto de Andrade, o Corinthians não está peitando ninguém ao cobrar o cumprimento das regras
O dirigente repetiu que concorda com uma eventual punição definitiva ao Corinthians, mas adotou agressividade para que haja punições também a outros times. O clube pretende encaminhar à Conmebol imagens de várias partidas com uso de sinalizador na Libertadores: “É só ver qualquer jogo”.

Esse comportamento fez Andrade ser questionado sobre o medo de represálias. Sempre houve muita negociação política nas questões ligadas à Conmebol, mas o Corinthians parece disposto a correr os riscos e afirma que “seria o fim do mundo” pagar por cobrar melhores condições de segurança.

“Não estou peitando ninguém nem desafiando ninguém. Só estou cobrando que o regulamento seja cumprido. Se existe para um, existe para todos. Seria o pior dos mundos sofrer consequência, e imagino que você esteja falando de arbitragem, por reclamar que o regulamento não está sendo cumprido. Vamos ficar de olho”, avisou o dirigente.

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