Futebol/Copa Libertadores da América - ( - Atualizado )

Torcida, arbitragem e Cuca tiram o sono são-paulino para duelo

Bruno Grossi, especial para a GE.net São Paulo (SP)

O duelo entre Atlético-MG e São Paulo pela Copa Libertadores da América é o mais esperado da temporada até aqui. Donos de ataques envolventes, os dois times tratam a estreia no grupo 3 como essencial, deixando a Arena Independência tomada pelo clima de decisão. Preocupado com a empolgação atleticana, Ney Franco já elencou as principais preocupações do Tricolor contra o atual vice-campeão brasileiro.

O primeiro fator foi citado pelo técnico ainda no final de semana, quando comemorou a escalação do trio de arbitragem, com Marcelo de Lima Henrique sendo auxiliado por Altemir Hausmann e Fabrício Vilarinho. Para ele, a força da torcida mineira e a proximidade da arquibancada com o campo podem influenciar nas decisões dos árbitros, como teria acontecido na derrota por 1 a 0 para o Galo em 2012, quando Douglas foi expulso de maneira injusta na interpretação são-paulina.

Djalma Vassão/Gazeta Press
A preocupação com as armas do Atlético-MG em casa fizeram Ney Franco fechar os últimos treinamentos
“Torcemos para que o trio de arbitragem não seja influenciado pelo comportamento da torcida que fica muito próxima. Qualquer falta, qualquer jogada mais forte do adversário a torcida levanta e o auxiliar, pressionado, acaba marcando. Não é isso que faz o Atlético-MG ser forte lá, mas é um detalhe que a gente precisa torcer para que não aconteça”, ressaltou.

Quem também pode fazer pressão sobre o juiz é o técnico Cuca. Apontado por Ney Franco como um dos “melhores do futebol brasileiro”, o treinador alvinegro preocupa também pela capacidade de armar suas equipes. “Se você olhar o histórico dele, sempre monta equipes competitivas e que jogam bem ofensivamente”, analisou Ney Franco, que lembrou que a pressão de Cuca sobre o árbitro é comum em todo o Brasil.

“Todo time brasileiro passa por isso, de ficar atrás do bandeira cantando jogo e o Cuca faz isso muito bem. Por isso o bandeira tem que ter muita personalidade, senão vai levantar no ataque do visitante e não levantar no do Galo”, alertou. Outra qualidade exaltada pelo tricolor está no papel de Cuca em acalmar o elenco atleticano na estreia da Libertadores.

Bruno Cantini/CAM
Para Ney Franco, papel de Cuca no Galo vai além das orientações táticas e da motivação do elenco
Fora da competição continental desde 2000, os mineiros estão ansiosos para o confronto com o São Paulo. Para Ney Franco, no entanto, a ansiedade não dá vantagem aos tricolores. “É uma equipe muito madura, com jogadores experientes regidos pelo Ronaldinho Gaúcho. A comissão técnica também é muito experiente”, justificou o são-paulino, que está preocupado com o retrospecto do rival como mandante.

Ao todo são quase 16 meses de invencibilidade como ‘dono da casa’. A última derrota aconteceu em agosto de 2011 em clássico contra o Cruzeiro, quando a equipe caiu por 2 a 1. “O Galo fechou o Brasileirão invicto em casa e acredito que isso possa se repetir. A equipe deles está preparada emocionalmente para os jogos (diante da torcida), principalmente para este confronto nacional, quando as equipes estão acostumadas a se enfrentar”, finalizou.

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