Na gestão de Paulo Nobre, o Palmeiras só contratou os volantes Marcelo Oliveira e Charles, ex-Cruzeiro, e o meia Ronny, ex-Figueirense. Os jogadores não são famosos e os dirigentes são sinceros, tanto que José Carlos Brunoro até toma cuidado para não chamá-los de reforços. Uma contratação de impacto, na previsão do diretor executivo, deve acontecer apenas depois da disputa da Libertadores.
“Para o segundo semestre, sonho com uma grande contratação, porque aí dá tempo para estabelecer a situação financeira, o marketing para projetos, a janela europeia pode abrir nomes. Fica muito mais fácil”, estabeleceu, reiterando as palavras de Nobre na busca por quem preencha o ainda enxuto plantel à disposição de Gilson Kleina.
“Não digo reforços. Reforço é uma palavra muito forte, para o cara que vem aqui e resolve. Não sei se tenho essa bala”, assumiu Brunoro. “O que precisamos é de mais jogadores em condições de jogar no elenco.”
“Falta gente para burro”, sorriu, evidenciando suas dificuldades. “As prioridades são as carências do elenco passadas pela comissão técnica – nunca trago um jogador por trazer, e se vem por necessidade tem melhor condição de se adaptar. O segundo é o custo, não posso fugir disso e não vou cometer loucuras”, prometeu Brunoro, obedecendo e concordando com Nobre na busca por contratações a custo zero.
