Futebol/Copa Libertadores - ( - Atualizado )

Kleina vê equipe sem competitividade, desentrosada e titubeando

Assunção (Paraguai)

Em sua entrevista coletiva logo após a derrota para o Libertad, Gilson Kleina repetiu o discurso que adotava antes da partida. A diferença é que ocorreu tudo o que ele previa, mas o Palmeiras não conseguiu evitar. E o técnico apontou falta de competitividade, desentrosamento e “titubeadas” como culpados pelo desempenho em Assunção.

A primeira meia hora, com um gol do Libertad e outros dois anulados por impedimento, expõe os argumentos do treinador. “Demoramos a entrar no jogo. Competimos pouco, demoramos a competir forte. Isso nos custou caro”, lamentou, lembrando que Núñez não foi atrapalhado para cruzar, assim como Velázquez para cabecear e abrir o placar. “No primeiro gol, eram três na bola. Foi um lance decisivo.”

A jogada simbolizou como a teoria indicada por Kleina não foi colocada em prática. Foi assim durante o jogo todo. Núñez cansou de receber bolas para chutar ou fazer cruzamentos e Moreira avançou como quis pela direita, assim como Samudio pela esquerda. Tudo bem organizado por Guiñazu, lançando com Mendieta também avançando como opção para fazer Velázquez atuar como centroavante na área.

“Sabíamos que eles jogam em profundidade com o Núñez, que é muito bom, e foi o que aconteceu. Toda hora eles alongavam a bola, o lado deles é muito forte, passamos a semana toda falando do lado direito deles, com o Moreira. E titubeamos na bola viajada”, comentou o técnico. “Se eliminássemos a nascente, com o Guiñazu, melhoraria.”

AFP
O Palmeiras de Marcelo Oliveira sabia que Ariel Núñez era perigoso, mas não fez nada além de ver o atacante jogar
O gol que definiu o placar, ainda aos nove minutos do segundo tempo, quando Henrique estava fora de campo porque seu nariz estava sangrando, enervou a equipe e dificultou mais os trabalhos para superar o Libertad. “Tivemos chances, bola na trave. Mas, depois do segundo gol, faltou reação”, disse Kleina, recordando do chute de Wesley no poste no fim do primeiro tempo.

Diante de tantos problemas, Kleina se justifica pela reformulação ocorrida no Palmeiras após o rebaixamento no Brasileiro do ano passado. Nesta quinta-feira, por exemplo, Kleber estreou entrando no intervalo e jogou 48 minutos mesmo sendo preparado para atuar no máximo 25 minutos por ter se recuperado recentemente de lesão muscular.

“Perdemos para um grande time, bem montado, junto há alguns anos, com meninos que subiram e amadureceram. Nós ainda estamos estreando jogadores, não dá para dizer que não fazemos. Mas até o time se apegar... Pagamos um preço por isso”, constatou o treinador.

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