Ignorada pelo Palmeiras na transferência de Barcos para o Grêmio, a Liga Deportiva Universitária (LDU), dona de 30% dos direitos econômicos do jogador, ameaça acionar a Fifa para fazer valer seus direitos. O clube brasileiro, por sua vez, quer resolver o assunto após o feriado de Carnaval.
O Palmeiras detinha 70% dos direitos econômicos do argentino e vendeu 55% deles para o Grêmio sem consultar os equatorianos, o que fere o contrato firmado com a LDU em janeiro de 2012. Inconformado, Esteban Paz, responsável por gerir o futebol do time de Quito, ameaça.
“Pensei que o Palmeiras era uma instituição séria. Transferiu o Barcos pisando no contrato com a LDU. Nos obrigam a reagir imediatamente pela via legal. Prepararemos tudo para apresentar nosso protesto à Fifa. Que não fique a menor dúvida de que faremos respeitar todas as cláusulas do contrato que o Palmeiras rompeu unilateralmente”, afirmou o dirigente em sua conta no Twitter.
Paz também cogitou acionar a Fifa ao revelar à Gazeta Esportiva.net que o Palmeiras ainda não quitou a última parcela referente à compra de 70% dos direitos econômicos de Barcos, no valor de US$ 750 mil. A nova ameaça deve fazer a diretoria encabeçada por Paulo Nobre tomar providências.
Com o celular desligado, José Carlos Brunoro, diretor executivo do Palmeiras, não foi encontrado. A reportagem apurou que o clube já tem conhecimento da reivindicação dos equatorianos e quer resolver a questão após o feriado de Carnaval. Além de pagar a parte que corresponde à LDU, é provável que o time brasileiro precise arcar com uma multa.
“O Grêmio é um clube sério e tem boas intenções, mas apenas isso não é suficiente. É um problema causado pelo Palmeiras, mas o Grêmio deveria ajudar a resolver, porque também é responsável pela situação, por mais que tenha agido de boa fé. Aqui há um prejudicado claro e é a LDU, dona de 30% do Barcos, que não recebeu nada”, disse Elmo.
O representante da equipe equatoriana nem sequer cogita a possibilidade de procurar pelo Palmeiras, apesar de se dizer aberto a ouvir uma eventual proposta do time brasileiro. Assim como o diretor da LDU, Elmo citou a possibilidade de acionar a Fifa.
“É a diretoria do Palmeiras que deveria ter me procurado antes. Se eu for para São Paulo, será só para passar férias. O presidente da LDU tem interesse em resolver o assunto, mas está chateado pela forma como foi tratado. Estamos abertos a ouvi-los e, caso não haja uma solução, teremos que procurar a Fifa”, reiterou Elmo.
