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Negociação de Barcos prova desprezo do Palmeiras pela Libertadores

William Correia São Paulo (SP)

Há 16 dias, quando assumiu a função de diretor executivo do Palmeiras, José Carlos Brunoro deixou claro que a meta é ter o time na Série A do Campeonato Brasileiro em 2014, ano do centenário do clube. E todas as suas ações desde então comprovam que ele cumpre sua palavra. O acordo para liberar Barcos ao Grêmio é a grande prova de que a Libertadores pouco vale para a equipe em 2013.

Ao receber oferta do Grêmio e ver que o atacante a aceitou, Brunoro conta que quase não dormiu para agilizar a ida do artilheiro para Porto Alegre a tempo de ele ser inscrito na Libertadores – e poder até enfrentar o Verdão. Também com a preocupação de sanar as dívidas palmeirenses, topou receber R$ 8 milhões (R$ 3 milhões deles para pagar dívidas com a LDU e Barcos) e não se importou em ter em troca jogadores sem condições de disputar o torneio continental.

A primeira lista de atletas oferecida pelos gaúchos foi aceita, e a forma para o qual viriam para o Verdão mostra quanto a Série B é mais importante do que a Libertadores. Todos viriam por empréstimo de um ano, e só Vilson, que tem contrato com o Grêmio até dezembro, pode atuar na competição sul-americana.

Se tudo der certo e os quatro restantes toparem as ofertas do Verdão, Leandro, Rondinelly, Léo Gago e Marcelo Moreno chegam impedidos de jogar a única competição internacional do Palmeiras no ano. Mas estariam em campo na Série B, o verdadeiro foco de Brunoro. E se alguém não vier, chegarão outros jogadores, provavelmente também impedidos de estarem na Libertadores, ou mais dinheiro para quitar dívidas.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Paulo Nobre ao lado de Ronny e Kleber: diretoria troca até ídolos para ter elenco na Série B, prioridade no ano
“Não fujo das minhas responsabilidades, e faço tudo com a anuência do presidente”, disse o diretor executivo, apontando benefícios na negociação mesmo sendo bem abaixo dos R$ 70 milhões estipulados no contrato assinado por Barcos para trocar o clube por outra equipe brasileira. “Era uma multa fora da realidade”, apontou o dirigente.

“Para o Palmeiras, não foi ruim. Pode ser em termos de torcida e opinião pública, mas temos que ver o que é bom para o clube, pensando para frente, nas dificuldades a serem resolvidas de forma muito rápida. A situação do Barcos pode ser interessante em alguns aspectos para o Palmeiras”, continuou.

A Série B é tão valorizada que Luan, que há menos de dois anos custou cerca de R$ 7 milhões ao Verdão, foi para o Cruzeiro só em troca dos então afastados volantes Marcelo Oliveira e Charles, que não têm lugar garantido entre os titulares de Gilson Kleina. A saída do ídolo Barcos evidenciou ainda mais os planos de Brunoro e do presidente Paulo Nobre, que aposta só na camisa do clube para ir longe na Libertadores.

“Sabemos que não é fácil tentar negociar o Barcos a essa altura porque o Palmeiras tem nele um ídolo, mas ele tem que ser respeitado e a palavra precisa ser cumprida”, falou Brunoro, que atendeu ao pedido do jogador para sair.

“O Barcos, quando acertou a renovação com a diretoria anterior, havia combinado que gostaria de analisar todas as propostas que viessem, para ver se era boa para ele e para o clube. Cumprimos o combinado, essa é a nossa filosofia”, explicou.

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