Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Jadson usa próprio exemplo para pedir calma com Ganso no Tricolor

Gabriel Carneiro, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

Contratado em janeiro de 2011 para vestir a camisa 10 do São Paulo por três temporadas, o meia Jadson enfrentou muita contestação no início de sua trajetória com a camisa tricolor. Sem se firmar sob o comando de Emerson Leão, que chegou até mesmo a deixá-lo no banco de reservas, o jogador só emplacou com Ney Franco, assim como todo o time. Qualquer semelhança com o caso de Paulo Henrique Ganso, adquirido junto ao Santos em setembro, não é mera coincidência.

Na visão de Jadson, o esquema tático com dois meio-campistas lado a lado ainda não deu certo por falta de entrosamento. No clássico diante do Santos, no último domingo, Ney Franco começou o jogo com Jadson centralizado e Ganso e Osvaldo abertos tendo como referência Luis Fabiano. Nem dez minutos depois, a equipe variou taticamente com Jadson pelo lado direito. O time ainda não conseguiu render com os dois jogando em funções semelhantes.

“Falar em esquema é complicado, porque ano passado jogamos com dois pontas, esse ano testamos dois meias de armação, mas falta um pouco de entrosamento. O Ganso e eu jogamos pouco juntos”, explicou Jadson, antes de completar, confiante: “Com o tempo, temos tudo para nos acertar, fazer bons jogos, então tem que dar tempo para a gente ganhar entrosamento. Não tem o que falar do Ganso, é um grande jogador tecnicamente, tem muito a ajudar. É questão de entrosamento entre nós dois”.

Se Jadson foi contratado por cerca de R$ 8 milhões junto ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, Ganso veio do Santos por R$ 24 milhões. Apesar da disparidade nos valores, o camisa 10 se sentiu bem para aconselhar Ganso na briga por posição no São Paulo: “Ele é um grande nome do futebol brasileiro, tem que ter paciência com ele, porque só está começando a jogar agora. Deixa ele fazer o trabalho dele, porque logo logo vai voltar a ser o grande jogador que foi”.

“No começo demorei para emplacar, mas no final do ano ganhei ritmo, entrosamento, e fluiu, fui campeão da Sul-americana. Esse ano comecei bem no trabalho, tranquilo, quieto. As críticas ao Ganso são um pouco injustas sim, porque todos sabem da qualidade dele. Daqui a pouco ele vai estar na sua melhor forma, jogando um bom futebol e vão começar a elogiar novamente”, apontou Jadson, acreditando que as críticas ao futebol de Ganso, por enquanto, não são justas.

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