Tênis/Torneio de Florianópolis - ( - Atualizado )

Parabenizada por Guga, Teliana minimiza feito e chega a SC embalada

Bruno Ceccon São Paulo (SP)

Nascida no agreste pernambucano, Teliana Pereira ainda era um bebê quando Luciana Corsato disputou a semifinal de um evento da WTA em São Paulo-1990. Aos 24 anos, ela quebrou o longo jejum ao terminar entre as quatro melhores em Bogotá. Parabenizada por Gustavo Kuerten, a tenista minimiza o feito, mas chega embalada para a disputa do Torneio de Florianópolis.

“Tento não pensar sobre essas marcas. Eu me concentro em fazer o melhor e tentar evoluir a cada dia”, afirmou Teliana em entrevista à Gazeta Esportiva.net. A última brasileira a ganhar um simples jogo em um torneio WTA havia sido Maria Fernanda Alves, em Bogotá-2005, o que aumenta a dimensão do tabu rompido pela pernambucana.

Diante do feito, Guga fez repetidos elogios através do Twitter. Ele se manifestou quando a tenista brasileira passou pelo quali, comemorou sua primeira vitória na chave principal, destacou o triunfo sobre a francesa Alize Cornet e a classificação para a semifinal.

“Parabéns pelo belo resultado e por resgatar o interesse no tênis brasileiro feminino. Vamos que vamos e sucesso no WTA do Brasil”, escreveu o tricampeão de Roland Garros, deixando Teliana envaidecida. “Fiquei muito feliz, até o agradeci”, contou a tenista, rindo.

A brasileira conseguiu a vitória mais expressiva de sua carreira na segunda rodada do Torneio de Bogotá. Com parciais de 7/5, 6/7 (2-7) e 6/2, Teliana eliminou a francesa Alize Cornet, ex-11ª colocada do ranking mundial – atualmente ocupa o 36º posto – e dona de dois títulos da WTA.

Cristiano Andujar/Divulgação
Depois da campanha história na Colômbia, Teliana Pereira vem embalada para a disputa do Torneio de Florianópolis
“Vitórias como essa e boas campanhas nesses torneios de primeira linha dão confiança e me fazem acreditar que é possível jogar entre as melhores do mundo”, declarou. Novata na elite, a brasileira ainda procura se habituar a disputar o mesmo evento que estrelas como a sérvia Jelena Jankovic, ex-número 1 do mundo, e a italiana Francesca Schiavone, campeã de Roland Garros-2010.

“Estou tentando me acostumar com isso. O objetivo do ano era jogar torneios maiores. Sabia que no começo algumas derrotas viriam, mas preciso estar no meio das melhores do mundo para crescer meu jogo e amadurecer”, disse Teliana, treinada pelo irmão Renato.

ROMENA PEDIU ESTÁTUA PARA TELIANA

A romena Alexandra Dulgheru acompanhou a surpreendente vitória de Teliana Pereira sobre a francesa Alize Cornet em Bogotá. Em tom de brincadeira, ela sugeriu a construção de uma estátua para homenagear a tenista no Brasil.

“Jogamos juntas no juvenil e quando a gente se encontra nos torneios conversamos um pouco", explicou Teliana sobre Dulgheru, dona de dois títulos de primeira linha a ex-26ª do mundo.

A caminhada de Teliana na Colômbia parou na semifinal, diante de Paula Ormaechea. Curiosamente, a argentina, então 198ª colocada na lista da WTA, foi a tenista com pior ranking enfrentada pela brasileira no torneio.

Nesta semana, a tenista radicada em Curitiba é a principal esperança do Brasil no Torneio de Florianópolis, o primeiro evento da WTA no País desde 2002. Atual 116ª do mundo, um recorde, ela estreia no campeonato disputado em quadras de piso rápido diante da alemã Tatjana Malek.

“Estou feliz por poder atuar perto de casa. Pretendo jogar meu melhor tênis, me sentir bem em quadra e conquistar um resultado”, afirmou Teliana. A jogadora sofreu com um problema nos joelhos de 2009 a 2011 e, desde que se recuperou, tem evitado jogar em quadras duras para minimizar o desgaste.

Com a campanha em Bogotá, Teliana se aproximou das 100 primeiras colocadas do ranking mundial, grupo do qual o Brasil está afastado desde 1990, quando Andréa ‘Dadá’ Vieira deixou a faixa. Se mantiver a evolução, ela poderá entrar na chave principal de Roland Garros.

“Jogo pensando em cada torneio, em fazer o melhor. Ainda não penso em Roland Garros, porque será daqui a três meses. Mas ter a oportunidade de jogar a chave principal de um Grand Slam seria a realização de um sonho”, afirmou Teliana, que seria a primeira brasileira em um Slam desde 1993.

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