Tênis/WTA de Florianópolis - ( )

Teliana espera convite para “fazer história” no WTA de Florianópolis

André Sender São Paulo (SP)

A pernambucana Teliana Pereira é a melhor tenista do Brasil, mas a 163ª colocação no ranking mundial não garante a ela uma vaga no WTA de Florianópolis, evento que marca o retorno do País ao calendário da elite do tênis feminino. Por isso, ela aguarda com ansiedade a divulgação dos convites do torneio para ter confirmada sua expectativa de disputar uma competição deste nível pela primeira vez na carreira.

A organização do torneio já divulgou as 22 jogadoras que se garantiram no WTA de Florianópolis pelo ranking, com destaque para a norte-americana Venus Williams. Estão abertas ainda as vagas para as tenistas convidadas e as oriundas do qualifying.

“Não sei quando eles divulgarão os convites, estou curiosa também”, afirmou Teliana, que dá praticamente como certa sua participação no torneio. “Vai ser incrível, estou ansiosa e preciso até dar uma controlada porque na verdade a gente joga muito pouco no Brasil. E um WTA, ainda, você tem que encarar como uma maneira de se destacar”, projetou a pernambucana radicada em Curitiba.

Divulgação
Teliana Pereira espera convite para jogar o WTA de Florianópolis (Foto: Tricia Vieira/Fotoarena)

Caso o convite para jogar em Florianópolis seja confirmado, o que deve ocorrer nos próximos dias, Teliana Pereira quebrará um incômodo jejum do tênis feminino brasileiro. O País não conta com uma tenista na chave principal de um torneio de nível WTA desde agosto de 2005, quando Maria Fernanda Alves jogou o torneio de Los Angeles.

Desde então, as jogadoras nacionais acumulam participações e alguns títulos em torneios de nível Future e Challenger, e eliminações nos qualifyings de competições maiores.

“Espero que jogue tranquila e que uma brasileira, se tiver mais, ótimo, mas que pelo menos uma brasileira consiga fazer história. Seria legal”, avaliou Teliana, líder da equipe do Brasil na Fed Cup.

A vaga na chave principal do WTA de Florianópolis pode ser também decisiva para ela derrubar outro longo tabu do tênis nacional. Se tiver sucesso no torneio de Santa Catarina, a pernambucana deve saltar no ranking mundial e pode até figurar no top-100, o que não ocorre com uma tenista nacional desde abril de 1990, quando Andréa ‘Dadá’ Vieira deixou o grupo.

Teliana vive fase de ascensão no circuito mundial – ganhou 164 posições no ranking mundial em 2012 - e traçou como meta para 2013 disputar torneios maiores e entrar no seleto conjunto das 100 melhores jogadoras do mundo. Nas primeiras semanas do ano, ela disputou os qualifyings dos WTAs de Brisbane e Hobart e do Aberto da Austrália, perdendo na primeira rodada dos três.

“Estou tentando dar este salto. No começo você acaba sofrendo um pouco e acho que é questão de tempo. Tem que estar entre estas meninas para ver o que realmente é o tênis”, avaliou.


 

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