Xolos é o apelido do Tijuana, referência ao cachorro típico da região do time, orgulhoso de sua raiz asteca. A equipe ladrou e mordeu em sua participação inaugural na Copa Libertadores, vencendo seus três primeiros jogos e derrubando o campeão mundial no México. No Pacaembu, porém, foi domesticada pelo Corinthians.
Os jogadores do Timão deixaram claro, após o triunfo por 3 a 0 desta quarta-feira, que estavam mordidos com o rival. Eles ouviram “olé” da torcida e provocações no gramado sintético do estádio Caliente, na derrota por 1 a 0 da semana passada, e fizeram questão de lembrar o momento desconfortável.
“Estou muito feliz pelo jogo. A gente não passou bem no México. Fizeram gracinha, bateram muito na gente. Queríamos mostrar que podemos vencer”, resumiu Paolo Guerrero, o herói do título mundial do Corinthians, um dos que mais ouviram gracinhas na última semana.
Tite procurou minimizar a importância do “olé” ouvido no México – devolvido com juros no Pacaembu. Mas não negou que os seus atletas estivessem particularmente motivados para mostrar o seu valor após a derrota que findou uma série de 16 jogos de invencibilidade na Copa Libertadores.
O gaúcho fez questão de consultar a ficha técnica da partida para exaltar a lealdade de sua equipe, que só levou um cartão amarelo. O Tijuana levou cinco e só não teve o pendurado Arce expulso, na falta dura em Paulinho que originou o terceiro gol, porque o árbitro chileno Enrique Osses pegou leve.
“Nossa equipe vai continuar sendo a mais disciplinada, como foi na conquista da última Libertadores. Está no DNA dela! Ela não quer tirar vantagem, simular. Quer jogar bola”, disse Tite, dando um tapa na mesa em que concedia sua entrevista. “Nossa equipe quer ser a melhor jogando futebol, com qualidade técnica e força mental. Quer merecer vencer. Só.”
