Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Amaral teme calote e exige salário adiantado para seguir no futebol

Luiz Ricardo Fini São Paulo (SP)

O volante Amaral queria resolver até o fim de semana passado se continuará jogando futebol, mas preferiu adiar a decisão sobre a aposentaria, pois está indeciso diante das propostas que recebeu. Aos 40 anos, depois de dois acordos frustrados em 2013, o jogador alega que está mais cuidadoso para escolher um novo clube.

“Só aceito se tiver, no mínimo, dois meses (de salários) nas mãos, senão fico com medo. Às vezes, colocam meu nome na mídia e acaba não dando certo”, afirmou, sem descartar o fim da carreira. “Ainda não cheguei a uma decisão, recebi algumas propostas e estou estudando. Não vou falar ainda que vou parar. Mas, se aparecer alguma coisa para trabalhar, vou aceitar, mesmo fora do futebol”.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Amaral já jogou na Indonésia e cogita aceitar proposta até da Malásia, mas não descarta aposentadoria
Com passagens por Palmeiras, Corinthians e outras grandes equipes nacionais, Amaral explicou à GE.net que quer evitar o que aconteceu no Poços de Caldas. Depois de ter sua contratação anunciada, o atleta desistiu do acordo ao alegar que o contrato acertado por um intermediário não seria cumprido.

Na sequência, o meio-campista se transferiu para o Itumbiara, mas a troca de técnico fez com que o volante fosse dispensado depois de apenas uma partida, recebendo o salário correspondente aos dez dias em que ficou no clube. Agora, o jogador recebe propostas de times menores do Brasil e até de equipes da Malásia, além de oferta para voltar a jogar na Indonésia, onde defendeu Manado United e Persebaya 1927.

“A Federação da Indonésia entrou em contato, e um cara me ligou com a possibilidade da Malásia também. O pessoal gosta de jogador meio velho lá. Os salários são entre R$ 10 mil e R$ 15 mil, mas eles pagam. Além disso, você acaba conhecendo uma cultura nova”, acrescentou.

Apesar de atraído pelo exterior, o atleta também não descarta o futebol brasileiro. “Tem um pessoal me ligando, como o Paulo Isidoro e o Rodrigo (Chagas, ex-Corinthians), que estão com um time na Bahia (Ypiranga). Um empresário de Maringá também me procurou, porque quer fazer um projeto. Além disso, teve um do Rio Grande do Sul. Mas alguns não falam os nomes dos clubes”, completou.

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