Em 1974, o Vasco de Andrada, Jorginho Carvoeiro e Roberto Dinamite enfrentou desconfiança até superar o Cruzeiro e conquistar o título do Campeonato Brasileiro. Quase 40 anos depois dessa conquista histórica, o time se classificou para a decisão da Taça Guanabara, o primeiro turno do Campeonato Carioca, mas ainda contestado. Para o técnico Gaúcho, que completa 60 anos de idade neste domingo, a comparação é válida.
Satisfeito pela vitória por 3 a 2 sobre o Fluminense de Abel Braga, mesmo com a vantagem do empate, o treinador fez questão de relembrar seu início conturbado de trabalho e não se intimidou em relembrar a gloriosa passagem de Mário Travaglini, comandante do time campeão de 74. Assim como no primeiro título nacional cruz-maltino, o time de 2013 foi sendo armado aos poucos, mas sempre respeitando a tradição da Colina e obtendo resultados.
“Naquele Vasco campeão brasileiro de 1974, o jogadores chegaram em cima da hora, sem uma expressão tão grande, mas com qualidade e uma carreira brilhante pela frente. É muito parecido com esta equipe agora”, comparou Gaúcho, relembrando que o ano do primeiro título do Vasco ocorreu justamente quando Roberto Dinamite despontou para o futebol como artilheiro da competição ao marcar 16 gols.
“É questão de tempo, mas sabemos a grandeza do Vasco, e os resultados têm que aparecer. O mais importante foi a entrega: eles cumpriram exatamente o que determinei contra o Fluminense”, elogia o comandante vascaíno, que aproveita a folga de domingo para acompanhar o duelo entre Botafogo e Flamengo que define o outro finalista da Taça Guanabara.
