Roger Guerreiro foi eleito melhor em campo na vitória do AEK Atenas sobre o Veria, mas a partida ficou mais marcada pela polêmica comemoração do grego Giorgios Katidis, supostamente relacionada ao nazismo. Para o brasileiro, o companheiro de clube, autor do gol da vitória da equipe, fez o gesto típico do nazismo sem ter conhecimento do que ele significava.
“Particularmente, não sabia o que significava aquele gesto, e acredito que nem o Katidis sabia. Ele é um jogador jovem, acho que não sabia o que estava fazendo e nem o peso daquele gesto, mas o conheço e sei que é uma boa pessoa, um cara de bom convívio com todos do clube”, defendeu Roger, que defendeu a seleção da Polônia, um dos países mais vitimados pelo regime nacional-socialista de Adolf Hitler.
“Sei o que significa o nazismo, é uma mancha na história da humanidade. Depois que ele fez o gol, fui comemorar com ele dando um abraço, mas não sabia o que era aquele gesto. Se soubesse, com certeza teria dito para ele e evitado”, explicou.
O meia brasileiro afirmou acreditar nas explicações de Katidis. O grego, banido da seleção nacional após a polêmica, disse ter feito apenas uma homenagem ao também grego Michalis Pavlis, que ficou de fora da partida por conta de uma lesão.
“Roger também lamentou a proporção que a polêmica tomou. Infelizmente, esse caso escondeu o bom trabalho que fizemos no campo de jogo, a boa vitória e o salto na tabela, mas claro que toda repercussão não poderia ser diferente, a gente entende”, declarou.
O AEK faz campanha irregular no Campeonato Grego. Antes da vitória sobre o Veria, a equipe era apenas a 14º colocada na tabela e estava na zona de rebaixamento. O triunfo levou o clube aos 29 pontos e à 11ª posição.
