A responsabilidade de ser a referência do Palmeiras diante do Santos, neste domingo, será de um atleta de 20 anos. Única opção como centroavante após a tendinite no joelho direito de Kleber, Caio terá a segunda chance como titular em sua carreira. E forçará o time a mudar o estilo de jogo logo em um clássico.
“O Caio é diferente do Kleber, mas faz uma função importante, joga mais centralizado. Vamos trabalhar em função disso para mexer o mínimo possível”, comentou Gilson Kleina, que sempre elogiou a disposição de Kleber em sair da grande área, apesar das más atuações do camisa 9 em suas cinco partidas pelo clube
Com Caio, a equipe será forçada a usar as laterais, algo que já ocorreu com mais frequência na vitória sobre o Botafogo-SP, na quarta-feira, quando o técnico passou a escalar quatro volantes tendo como um dos principais argumentos a maior liberdade para Weldinho e Juninho. E o centroavante também pode aparecer para tabelar – o gol da vitória sobre o Sporting Cristal surgiu de uma jogada de pivô feita por ele para Patrick Vieira.
Kleina até abdicou de uma referência na frente à espera da recuperação de Kleber, que chegou com lesão muscular, em vez de optar por Caio. “Jogamos sem referência mesmo com ele no grupo, mas conversei muito com o Caio. Tentei preservá-lo sempre da melhor maneira possível”, justificou, agora com discurso de confiança no jovem.
“O futebol é precoce, a oportunidade vai chegando. O grupo também gosta dessa situação. Não queremos perder o Kleber nem ninguém lesionado, mas sabemos que há no elenco jogadores que têm tudo para evoluir”, falou o técnico. “Ele é mais um prata-da-casa e tem toda a nossa confiança. O torcedor também pode dar essa condição para ele”, pediu.
