Cássio estava com um semblante cansado ao desembarcar com o Corinthians em Guarulhos, nesta sexta-feira, após a viagem mais longa história da Copa Libertadores da América. Mas não foram apenas o desgaste e a derrota por 1 a 0 para o Tijuana que o goleiro amargou na fronteira do México com os Estados Unidos. Ele também acumulou arranhões e até tomou um indesejado banho de cerveja.
“O campo sintético é estranho, difícil. Quando você cai no chão, acaba se ralando muito. Estou bastante ralado. O pior é que não gosto de jogar de calça, só de calção”, lamentou Cássio, antes de minimizar os machucados. “Ainda bem que não foi nada de mais grave.”
O goleiro lembrou com um pouco mais de rancor o comportamento da torcida do Tijuana. Ele tocou no assunto ao comentar a punição imposta pela Conmebol ao Corinthians (um jogo com portões fechados – já cumprido –, proibição de venda de ingressos como visitante por 18 meses e multa de US$ 200 mil) pela trágica morte do torcedor Kevin Douglas Beltran Espada no jogo com o boliviano San José, em Oruro.
“É difícil falar. A gente vê tantas coisas acontecerem. Quando acabou a partida no México, arremessaram dois copos de cerveja em mim”, reclamou Cássio. “Por tudo isso, é difícil falar de punição. Deixo isso para o nosso departamento jurídico. Preciso me preocupar em jogar”, acrescentou.
O goleiro será desfalque no próximo compromisso do Corinthians no Campeonato Paulista. Neste sábado, ele não estará no Pacaembu contra o Ituano para se recuperar fisicamente, assim como os demais titulares habituais. “Fiquei dois meses parado por causa da lesão, então treinei e joguei pouco depois de voltar. Devo ter alguns dias para trabalhar mais agora. Isso vai me ajudar bastante”, confiou Cássio, já seco do banho de cerveja, mas ainda cansado.
