Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Clube 'culpa' Valdivia por ira da Mancha, mas reforçará segurança

William Correia São Paulo (SP)

Menos de uma semana após membros da Mancha Alviverde tentarem agredir Valdivia em um aeroporto de Buenos Aires, os jogadores, preocupados com a segurança, passaram a responsabilizar exclusivamente o gesto obsceno do chileno para um torcedor, com o intuito de diminuir a sensação de que a organizada é violenta. Mas a diretoria vai mudar a logística das próximas viagens.

Para o jogo da última quarta-feira, contra o Tigre, mesmo com o temor inicial da recepção na Argentina, a delegação foi só com dois seguranças, metade do número usado na viagem para o Paraguai, na semana anterior, para a partida contra o Libertad. O presidente Paulo Nobre acreditou nas palavras de dirigentes do clube argentino e diminuiu seu contingente. Mas se esqueceu de sua própria torcida.

Causou estranheza no clube a viagem com uma dupla de seguranças. Mesmo os jogadores comentaram entre eles, principalmente após a confusão na Argentina, que a diretoria optou por economizar em um setor fundamental. O argumento é de que os seguranças conhecem os membros mais violentos da Mancha e, por isso, poderiam intimidá-los com mais facilidade antes de qualquer problema.

Agora, inclusive em viagens pelo Brasil, no interior paulista ou até em partidas na capital, pelo menos quatro seguranças devem acompanhar a delegação, o dobro do número que costuma acompanhar comissão técnica e jogadores. A medida também é uma garantia após o rompimento das relações com organizadas, anunciado na quinta-feira por Nobre.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Meia admitiu seu erro por apontar órgãos genitais para Zeca Urubu, mas delegação viajou só com dois seguranças
Mas uma orientação importante é que os jogadores se cuidem não só evitando festas e baladas. O pedido é que o elenco saiba lidar com a pressão. Dirigentes, comissão técnica e atletas, incluindo o próprio Valdivia, acreditam que o gesto de apontar os órgãos genitais para Zeca Urubu, membro da Mancha que já trocou agressões com João Vitor e Fabinho Capixaba, despertou a ira da organizada.

“Foi um episódio isolado pela atitude que um jogador tomou e que desagradou. Se não tivesse aquilo no aquecimento, talvez nada teria acontecido”, comentou Márcio Araújo, que se posicionou à frente do meia para evitar agressões.

“Não tive medo, tanto que levantei. E se não tivéssemos nos manifestado, seria bem pior. Mas sobrou para um, sobrou para todos”, discursou o volante, também contestado por boa parte da torcida.

Com um tom de voz calmo, Márcio Araújo sugere o mesmo para os colegas. “A pressão por ter caído (no Brasileiro) existe, e temos que conviver não só com a nossa torcida. Somos chacoteados por todas as torcidas. É normal, precisamos saber lidar”, indicou.

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